Mamífero foi visto na Praia de Parnaioca para descansar durante sua migração e precisou ser resgatado por estar debilitado. Entenda por que a aparição é comum.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um lobo-marinho foi avistado e filmado na Praia de Parnaioca, em Ilha Grande, no município de Angra dos Reis (RJ), no último domingo (19). O animal, um visitante raro na região, utilizava a faixa de areia para descansar durante sua longa jornada migratória, um comportamento considerado natural. No entanto, por apresentar sinais de debilidade, ele foi resgatado por uma equipe especializada. Atualizado em 22 de julho de 2026.
O lobo-marinho foi inicialmente monitorado por equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) após um primeiro aparecimento na semana anterior, quando retornou ao mar por conta própria. No domingo (19), o animal voltou à praia apresentando um comportamento anormal e sinais de fraqueza, o que motivou o resgate, conforme informado pela coordenadora técnica do projeto, Marta Coser.
Segundo a Econservation, responsável pelo PMP-BS na área, o mamífero apresentava um quadro de desnutrição. Após o resgate, ele passou por uma avaliação inicial considerada positiva e será submetido a exames clínicos para um diagnóstico completo de seu estado de saúde.
A aparição de lobos-marinhos no litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo não é um evento excepcional, principalmente durante o outono e o inverno. De acordo com especialistas, esses animais realizam migrações sazonais, seguindo correntes marinhas frias em busca de alimento. Durante o percurso, que pode ultrapassar 3.700 quilômetros desde ilhas subantárticas, eles utilizam as praias como pontos de descanso para recuperar energia.
Esses indivíduos são geralmente jovens ou subadultos que se deslocam além de suas áreas habituais, um comportamento conhecido como "vagante" ou "errante". O Brasil não possui colônias reprodutivas da espécie, tornando cada avistamento um registro importante.
Especialistas orientam que a população não deve interagir com o animal. Descansar na areia é um comportamento essencial para que ele possa seguir viagem. O resgate só é necessário se o animal estiver visivelmente ferido ou debilitado. As recomendações são:
Sim, é relativamente comum durante o outono e o inverno. Eles param nas praias do litoral sul e sudeste do Brasil para descansar e recuperar energias durante suas longas migrações em busca de alimento, conforme explica o biólogo marinho Alex Ribeiro.
Eles vêm de colônias reprodutivas localizadas em ilhas no Atlântico Sul, como a Geórgia do Sul. O animal resgatado em Ilha Grande pode ter percorrido entre 3.500 e 3.700 quilômetros até chegar à costa fluminense.
Sim. Embora descansar na areia seja normal, este indivíduo foi resgatado por apresentar um comportamento anormal e um quadro de desnutrição, segundo a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
A presença do lobo-marinho em Ilha Grande reforça a dinâmica das migrações marinhas e a importância da costa brasileira como área de descanso para a fauna. O resgate do animal debilitado destaca o papel fundamental das equipes de monitoramento. A orientação para o público é sempre manter distância e acionar as autoridades competentes, garantindo o bem-estar do animal e a segurança de todos.
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