Um lobo-marinho foi flagrado descansando na Praia de Barra Nova, em Saquarema (RJ). Saiba por que isso acontece e o que fazer ao encontrar um animal marinho.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um lobo-marinho foi flagrado descansando na faixa de areia da Praia de Barra Nova, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Atualizado em 29 de outubro de 2026. A presença do animal atraiu a atenção de moradores e exigiu que equipes de proteção ambiental isolassem a área para garantir a segurança e o descanso do mamífero, conforme noticiado pelo portal R7.
A aparição de lobos-marinhos no litoral fluminense é considerada um fenômeno natural e esperado nesta época do ano, segundo especialistas do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Os animais, muitas vezes jovens, utilizam as praias como ponto de descanso durante suas rotas migratórias.
Ao avistar um lobo-marinho, a principal orientação é manter distância e não interagir. Equipes de proteção ambiental isolaram a área em Barra Nova para evitar aproximações perigosas. A recomendação de especialistas é seguir um protocolo para garantir o bem-estar do animal e a segurança das pessoas:
Lobos-marinhos, como o lobo-marinho-sul-americano (Arctocephalus australis), realizam deslocamentos migratórios durante o inverno e a primavera. Eles deixam suas colônias reprodutivas, localizadas em ilhas no sul do continente, em busca de alimento e áreas de descanso, como informado pelo PMP-BS. O Brasil não possui colônias de reprodução da espécie, funcionando apenas como um refúgio sazonal.
Recentemente, outro filhote da mesma espécie foi resgatado na Praia de Jaconé, também em Saquarema. O animal estava debilitado, magro e com pouca capacidade de reação, sendo encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) em Maricá para receber cuidados veterinários.
Sim. Segundo o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, é comum que lobos-marinhos sejam avistados sozinhos, pois utilizam as praias como ponto de descanso durante sua rota migratória antes de retornarem às suas colônias de origem.
Como animais selvagens, eles podem morder e se tornar agressivos se sentirem acuados ou ameaçados. O biólogo Eric Comin destaca que são animais grandes e territoriais, por isso é fundamental manter uma distância segura e nunca tentar tocá-los.
Lobos-marinhos pertencem à família Otariidae, o que significa que possuem orelhas externas visíveis e conseguem dobrar as nadadeiras traseiras para a frente, permitindo que caminhem em terra firme. As focas não possuem orelhas externas e se movem de forma diferente em solo.
A aparição do lobo-marinho em Saquarema é um lembrete da rica vida marinha que utiliza a costa brasileira em suas rotas migratórias. A atitude correta de banhistas e moradores, mantendo distância e acionando as autoridades quando necessário, é crucial para garantir que esses animais possam descansar em segurança e continuar sua jornada.
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