Um produtor rural registrou o momento em que uma aranha-caranguejeira, do gênero Avicularia, ataca e preda uma cobra-cipó no Maranhão. Entenda como isso acontece.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um vídeo impressionante gravado em Vitória do Mearim, no Maranhão, mostra o momento raro em que uma aranha-caranguejeira foi flagrada predando uma cobra-cipó. O registro, feito por um produtor rural, viralizou ao exibir o aracnídeo segurando o réptil pela cauda. Atualizado em 22 de julho de 2026.
O estudante de agronomia Felipe Amurim foi quem fez as imagens em uma reserva dentro da propriedade de sua família. Segundo seu relato ao G1, ele notou a cobra se movendo de forma estranha e, ao se aproximar, percebeu que ela estava sendo atacada pela aranha. "Foi a primeira vez que eu vi essa cena. Para falar a verdade, eu nem sabia que as cobras podiam ser predadas por aranhas", contou Amurim.
Apesar de parecer uma batalha desigual, a aranha-caranguejeira possui mecanismos eficazes para subjugar presas maiores. O biólogo Alexandre Michelotto explicou que o aracnídeo, identificado como do gênero Avicularia, utiliza uma peçonha paralisante para dominar a cobra. Embora sua dieta principal seja composta por insetos e outros invertebrados, as caranguejeiras são predadoras oportunistas e podem se alimentar de pequenos vertebrados como roedores, pássaros e, eventualmente, cobras.
De acordo com especialistas, não há uma frequência certa para esse tipo de predação, pois depende da abundância das espécies na região. As aranhas são conhecidas por comerem "tudo o que conseguem", tornando esses flagrantes raros, mas possíveis. Outros registros já mostraram caranguejeiras predando aves e até mesmo lutando com uma falsa-coral.
Apesar do tamanho que pode chegar a 30 cm e da aparência assustadora, o veneno da aranha-caranguejeira geralmente não provoca acidentes graves em seres humanos. A peçonha, segundo o biólogo Alexandre Michelotto, "não é de importância médica para nós, grandes mamíferos". A picada pode causar dor local de baixa intensidade, vermelhidão e inchaço.
O maior risco, na verdade, está nas cerdas que cobrem seu corpo. Quando se sentem ameaçadas, elas podem esfregar as pernas no abdômen e liberar esses "pelos" urticantes, que causam irritação na pele e reações alérgicas que podem ser graves em pessoas com hipersensibilidade.
A dieta mais comum das caranguejeiras inclui insetos e outros invertebrados. No entanto, por serem predadoras oportunistas, elas também podem caçar pequenos vertebrados como camundongos, lagartos, pássaros e, em raras ocasiões, cobras.
Não. O veneno da caranguejeira não é considerado de importância médica para humanos. A picada geralmente causa apenas reações locais leves, como dor e inchaço. O principal perigo está nas cerdas urticantes que podem causar fortes reações alérgicas.
Não, é um evento considerado raro pela ciência. O biólogo Alexandre Michelotto afirma que "é bem raro de se ver, mas acontece". A ocorrência depende de um encontro casual e da oportunidade que a aranha tem para atacar.
O flagrante no Maranhão é um lembrete fascinante da complexidade da natureza, onde uma aranha-caranguejeira, usando sua peçonha paralisante e comportamento oportunista, pode predar uma cobra. Embora a cena seja surpreendente, especialistas reforçam que esses aracnídeos não representam um grande perigo para os seres humanos.
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