Conhecido como 'fantasma verde', o apuim-de-costas-pretas foi registrado em Ilhabela (SP) durante a Bird Week. Saiba mais sobre a importância do avistamento.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma ave rara e discreta da Mata Atlântica, o apuim-de-costas-pretas (Touit melanonotus), foi fotografada pela primeira vez em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O registro inédito foi feito pelo fotógrafo Reinaldo Guedes durante a Ilhabela Bird Week, que ocorreu em setembro. A espécie, apelidada de “fantasma verde” por ser silenciosa e se camuflar na vegetação, é considerada vulnerável à extinção. Atualizado em 1 de outubro de 2026.
O momento do registro foi uma mistura de sorte e conhecimento compartilhado. Reinaldo Guedes, fundador do portal WikiAves, inicialmente acreditou se tratar de uma espécie comum na ilha, como o periquito-rico, segundo reportagem do site ((o))eco. No entanto, seu colega Carlos Rizzo identificou o canto característico do apuim-de-costas-pretas e o alertou.
Guedes agiu rápido e conseguiu fotografar a ave, que ficou visível por apenas 18 segundos enquanto se alimentava. O registro não apenas confirma a presença da espécie em Ilhabela, mas também adiciona uma informação valiosa sobre sua dieta: o consumo de frutos de erva-de-passarinho, uma interação ecológica importante para a compreensão de seus hábitos.
O apuim-de-costas-pretas é uma ave endêmica da Mata Atlântica, com ocorrência registrada do sul da Bahia até Santa Catarina. Medindo cerca de 15 centímetros, sua plumagem é predominantemente verde, com um vértice negro no dorso e um anel laranja ao redor dos olhos, característica que o distingue de outros psitacídeos, conforme descrito no WikiAves. Seus hábitos discretos, o costume de frequentar o topo das árvores e a vocalização emitida principalmente durante o voo dificultam sua localização.
A espécie é classificada como "Vulnerável" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), com uma população estimada em menos de 10 mil indivíduos maduros. As principais ameaças são a perda de habitat devido à urbanização e expansão agrícola.
O avistamento reforça a importância de Ilhabela para a conservação de aves. O município possui 85% de seu território protegido pelo Parque Estadual de Ilhabela, uma área que faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO. Com mais de 390 espécies de aves registradas, o arquipélago é um destino consolidado para o turismo de observação, conhecido como birdwatching.
O primeiro registro fotográfico da espécie em Ilhabela (SP) ocorreu durante a Ilhabela Bird Week, em setembro de 2026. A ave foi vista se alimentando em uma árvore no local do evento.
É uma espécie endêmica da Mata Atlântica classificada como vulnerável à extinção, principalmente pela destruição de seu habitat. Além disso, seus hábitos silenciosos e sua capacidade de camuflagem o tornam extremamente difícil de ser observado na natureza.
Sua dieta é baseada em frutos, com grande predileção pelos de Clusia spp. O novo registro em Ilhabela confirmou que a ave também se alimenta dos frutos da erva-de-passarinho, ampliando o conhecimento sobre seus hábitos alimentares.
O primeiro registro do apuim-de-costas-pretas em Ilhabela é um marco para a ornitologia e para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. O evento destaca o papel fundamental da ciência cidadã e de observadores atentos, além de sublinhar a importância de áreas protegidas como o Parque Estadual de Ilhabela para a sobrevivência de espécies ameaçadas.
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