A quatro dias do segundo turno, mercado reage com cautela à nova pesquisa eleitoral. Ibovespa recua e dólar sobe, enquanto no exterior ações da SpaceX disparam.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O mercado financeiro reagiu com cautela nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno das eleições, após a nova pesquisa Quaest apontar um empate técnico entre os candidatos à Presidência. O Ibovespa fechou em queda acentuada e o dólar registrou alta, refletindo a incerteza dos investidores. No cenário internacional, as atenções se voltaram para o setor de tecnologia, com a forte alta das ações da SpaceX. Atualizado em 21 de outubro de 2026.
O levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico, conforme apurado pelo Valor Investe. Esse resultado elevou a cautela no mercado, que vinha reagindo com otimismo a uma percepção de vantagem de Flávio.
Refletindo a maior aversão ao risco, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos, de acordo com dados do InfoMoney. No mercado de câmbio, o dólar comercial avançou 0,17%, cotado a R$ 5,03, encerrando uma sequência de três quedas. A virada no humor dos mercados ocorreu logo após a divulgação da pesquisa, que frustrou parte das expectativas dos investidores.
Enquanto o cenário doméstico era de incerteza, nos Estados Unidos as ações da SpaceX, de Elon Musk, saltaram antes da abertura dos mercados após a empresa informar que sua receita subiu 161% no terceiro trimestre. Além disso, Musk afirmou que a SpaceX e a Tesla formaram comitês para discutir uma possível fusão, segundo o Valor Investe. O mercado internacional também aguardava os balanços da Meta e da própria Tesla, mantendo o setor de tecnologia em foco.
A pesquisa Quaest de 21 de outubro mostrou um empate técnico entre os candidatos presidenciais. Flávio Bolsonaro (PL) apareceu com 45% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Investidores associam uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro a um horizonte de menor risco fiscal, com controle da dívida pública, e consequentemente, inflação e juros mais baixos. A manutenção do governo atual é vista por parte do mercado como um cenário de maior risco fiscal, o que justifica a volatilidade dos ativos a cada nova pesquisa.
O mercado aguarda com grande expectativa a divulgação da pesquisa Datafolha na quinta-feira (22) e o último debate presidencial antes da votação, que ocorrerá na TV Globo na sexta-feira (23). Esses eventos são considerados cruciais para definir o rumo do mercado na reta final da eleição.
O pregão desta quarta-feira foi marcado pela dualidade entre a cautela no mercado brasileiro, impulsionada pela incerteza eleitoral a poucos dias do segundo turno, e o otimismo no cenário internacional com os resultados de grandes empresas de tecnologia. Os próximos dias devem permanecer voláteis, com os investidores atentos às últimas pesquisas e ao debate final entre os candidatos.
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