A holding controladora da Loovi Seguros recomprou a participação de Pablo Marçal, visando um futuro IPO e maior governança. Entenda os motivos da transação.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O grupo controlador da Loovi Seguros anunciou a compra da participação societária do empresário Pablo Marçal, retirando-o do quadro de acionistas. A transação, cujo valor não foi revelado, é um movimento estratégico para preparar a empresa para uma futura oferta pública inicial (IPO) e fortalecer sua governança corporativa, conforme comunicado divulgado na segunda-feira (13). Atualizado em 15 de julho de 2026.
A decisão de recomprar as ações de Marçal partiu do fundador e presidente da Loovi, Quézide Cunha. Segundo ele, a medida marca o início de uma nova fase para a empresa, com foco em maturidade institucional, neutralidade e compliance. "Marçal cumpriu um ciclo relevante como investidor da Loovi, contudo não há cadeira cativa para ninguém. A instituição é maior do que qualquer acionista", afirmou Cunha em nota.
A operação foi estruturada nos últimos meses e ocorre logo após a Loovi obter a licença definitiva S3 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), regularizando sua situação após uma suspensão em 2025 por irregularidades na comunicação, como apontado pelo Estadão.
Pablo Marçal, que investiu R$ 45 milhões na empresa em 2023, descreveu a transação como um desfecho positivo. "Sou um investidor serial e minha tese de investimento consiste em 3 pilares: bons fundadores, escala e liquidez com excelente upside no equity para futura saída", declarou. "A oferta de recompra da Loovi cumpriu tudo isso, inclusive meu objetivo de saída. Agora sigo focado no meu propósito, que é contribuir para o Brasil."
Com a saída de Marçal, a Loovi Seguros visa acelerar seu crescimento para uma futura abertura de capital. A empresa, conhecida pela atuação de influenciadores como Neymar e Whindersson Nunes, projeta mais que dobrar seu faturamento em 2026, ultrapassando R$ 150 milhões.
A companhia mira um mercado com 65,4 milhões de automóveis, dos quais 73% não possuem seguro. A expectativa é se posicionar entre as maiores seguradoras de automóveis do Brasil nos próximos 10 anos, segundo informações da CNN Brasil e Insurtech.
A venda foi resultado de uma recompra iniciada pela própria Loovi. A empresa busca maior maturidade institucional e governança para se preparar para um futuro IPO. Marçal considerou a oferta uma boa oportunidade de saída com lucro.
O valor da transação para a recompra da participação de Pablo Marçal não foi divulgado publicamente pelas partes envolvidas, de acordo com as fontes consultadas.
Sem Marçal na sociedade, a Loovi planeja focar em seu crescimento para realizar uma oferta pública inicial (IPO). A empresa pretende mais que dobrar seu faturamento em 2026 e se consolidar no mercado de seguros para veículos.
A saída de Pablo Marçal da Loovi Seguros representa um movimento estratégico da insurtech para fortalecer sua estrutura corporativa e preparar o terreno para uma abertura de capital. A transação, descrita como benéfica para ambos os lados, encerra um ciclo de investimento e alinha a companhia aos seus novos objetivos de expansão e governança no competitivo setor de seguros.
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