Entenda a famosa reflexão do psicanalista Erich Fromm sobre o risco de basear sua identidade em posses e como a pergunta do livro 'Ter ou Ser?' segue atual.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A pergunta "Se eu sou o que tenho, e se o que tenho se perde, quem então sou eu?" foi formulada pelo psicanalista alemão Erich Fromm em 1976 e segue como uma das críticas mais contundentes ao consumismo. Atualizado em 22 de junho de 2026, o questionamento está no livro Ter ou Ser?, que completa 50 anos e expõe o risco de confundir a identidade pessoal com as posses materiais.
Nascido em Frankfurt, Alemanha, em 1900, Erich Fromm foi um renomado psicanalista, filósofo social e sociólogo. De acordo com registros biográficos, ele integrou o Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, conhecido como Escola de Frankfurt, em 1930. Com a ascensão do regime nazista, Fromm, que era judeu, mudou-se para os Estados Unidos em 1934. Sua obra é marcada pela aplicação da psicanálise a questões sociais e políticas, criticando o materialismo da sociedade moderna. Fromm morreu na Suíça em 1980, cinco dias antes de seu 80º aniversário.
A célebre reflexão é a espinha dorsal de seu livro Ter ou Ser? (To Have or To Be?), publicado originalmente em 1976. Na obra, Fromm distingue dois modos fundamentais de existência que moldam a identidade e o comportamento humano:
Décadas depois, a pergunta de Fromm ressoa com força em uma sociedade marcada pelo consumismo, pela comparação constante nas redes sociais e pela pressão por sucesso. A lógica de "ter para ser" faz com que a autoestima se torne dependente de fatores externos e voláteis, como o cargo no trabalho, a aparência, o dinheiro ou a aprovação alheia. Como aponta a análise de especialistas em comportamento, a perda de um emprego ou o fim de um relacionamento pode desencadear uma profunda crise de identidade em quem se define apenas por esses marcadores externos. A reflexão de Fromm não condena a ambição, mas convida a construir uma identidade sólida, baseada em valores e experiências internas.
A análise sobre os modos de existência 'ter' e 'ser' é o tema central do livro Ter ou Ser?, publicado por Erich Fromm em 1976. Segundo a Sociedade Internacional Erich Fromm, a obra já vendeu mais de dez milhões de exemplares em 26 idiomas.
Fromm tecia uma crítica incisiva ao materialismo e ao consumismo. Ele argumentava que a sociedade moderna incentiva a redução da existência ao acúmulo de bens e status, o que gera alienação e impede as pessoas de viverem uma vida autêntica e plena, centrada no 'ser'.
Embora formado na tradição psicanalítica, Fromm pertence à escola neofreudiana. Ele aplicou a psicanálise a fenômenos sociais e políticos e, segundo registros de sua carreira, chegou a discordar de pontos da teoria de Sigmund Freud, desenvolvendo seu próprio pensamento humanista.
A pergunta de Erich Fromm transcende o tempo e funciona como uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento. Em um mundo que frequentemente nos incentiva a mostrar o que temos, sua reflexão nos convida a cuidar daquilo que somos: nossos vínculos, talentos e histórias — as únicas posses que ninguém pode nos tirar.
Saiba o passo a passo para agendar a emissão da sua Carteira de Identidade Nacional (CIN), quais documentos levar e como ativar o RG digital no app Gov.br.
Conheça a Ponte Rodoferroviária Rollemberg-Vuolo, que liga SP ao MS sobre o Rio Paraná. A estrutura reduziu uma travessia de 1h30 para apenas 5 minutos.
Novo topo de linha da Motorola alcançou 173 pontos em avaliação do DXOMARK, assumindo a 2ª posição global. Veja os pontos fortes e fracos do aparelho.
Seu quarto vira uma estufa com o sol da tarde? Veja como uma dona de casa usou uma cortina térmica com velcro de R$ 80 para ter alívio imediato do calor.