Fenômeno climático se intensifica e deve atingir sua força máxima entre outubro e dezembro, segundo a NOAA. Saiba quais os impactos esperados para o Paraná.
Olyvio Marques
Editor · Previsão do Tempo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O fenômeno Super El Niño está se fortalecendo no Oceano Pacífico Equatorial e tem um período atualizado para atingir seu pico máximo de intensidade: entre a primavera e o verão de 2026/2027, com maior força esperada entre outubro e dezembro. Atualizado em 4 de setembro de 2026.
Projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indicam uma probabilidade superior a 90% de que o evento alcance a categoria "muito forte", com anomalias de temperatura da superfície do mar acima de 2°C.
A janela de maior intensidade do Super El Niño está prevista para o final da primavera e o início do verão no Hemisfério Sul. De acordo com os principais centros meteorológicos internacionais, o ápice do fenômeno deve ocorrer principalmente entre os meses de outubro, novembro e dezembro de 2026. Segundo a NOAA, a chance de o evento atingir a categoria "muito forte" nesse período subiu para 95%, conforme atualização de agosto.
Esse fortalecimento antecipado é um dos fatores que acende o alerta para um evento histórico, já que em episódios anteriores, como o de 1997-1998, patamares semelhantes de aquecimento só foram atingidos mais tarde, entre setembro e novembro.
O estado do Paraná está entre as áreas que devem sentir os efeitos do Super El Niño de forma mais significativa. A tendência, segundo o Simepar, é de chuvas acima da média em todas as regiões, com maior risco de eventos climáticos severos. Os principais impactos incluem:
Embora todo o estado deva ser impactado, o Simepar destaca que os maiores volumes de chuva tendem a se concentrar nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, especialmente na bacia do Rio Iguaçu.
O setor agrícola enfrenta um cenário de dupla atenção. Por um lado, o aumento das chuvas pode beneficiar culturas e reduzir o risco de estiagem. Por outro, o excesso de umidade prolongado pode prejudicar o plantio e a colheita, favorecer o surgimento de doenças fúngicas e aumentar a erosão do solo.
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele passa a ser classificado como "Super El Niño" quando a anomalia de temperatura da superfície do mar ultrapassa 2°C acima da média histórica, potencializando seus efeitos no clima global.
Sim. Mesmo antes do pico previsto, os efeitos já foram observados. Em julho de 2026, por exemplo, 41 das 45 estações meteorológicas do Simepar registraram chuvas acima da média histórica. A cidade de Palmas registrou 311 milímetros, o maior volume para o mês em 28 anos.
Com o Super El Niño em fase de intensificação e com pico de atividade previsto para o último trimestre de 2026, a recomendação é de atenção redobrada para as condições do tempo, especialmente na Região Sul do Brasil. O acompanhamento diário das previsões meteorológicas e dos alertas da Defesa Civil é fundamental para mitigar os riscos associados a chuvas intensas e tempestades severas.
Um novo ciclone trará temporais com até 100 mm de chuva e ventos de 70 km/h a São Paulo neste fim de semana. Prepare-se para uma queda brusca de 11°C.
A formação de um ciclone extratropical e uma frente fria coloca Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta. Saiba os riscos de chuva, vento e granizo nesta semana.
O fenômeno El Niño se intensifica e pode atingir força recorde. A NOAA atualizou a previsão para o pico em 2026. Saiba os impactos esperados no Brasil.
Uma massa de ar frio impulsionada por um ciclone extratropical derruba as temperaturas no Centro-Sul. Saiba quais estados serão mais afetados pelo frio intenso e quando a chuva retorna.