Descoberta em 1998 por um operador de trator, a maior pepita de ouro do Alasca foi a leilão 23 anos depois. Entenda por que seu valor superou o do metal.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A maior pepita de ouro já encontrada no Alasca, pesando 9,15 kg, foi vendida em leilão por US$ 750 mil (cerca de R$ 3,9 milhões na cotação da época), 23 anos após sua descoberta. O achado ocorreu em 1998, quando o minerador Barry Clay operava um trator de esteira perto de Ruby, no interior do estado americano. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Em 1998, durante uma operação de mineração de placer — método que separa ouro de sedimentos superficiais —, Barry Clay manobrava seu trator quando a lâmina do veículo atingiu um bloco denso de ouro e quartzo. Conforme relatado pelo Tribuna de Jundiaí, o espécime pesava 294,1 onças troy, o equivalente a 9,15 quilogramas.
O achado foi registrado pela Divisão de Levantamentos Geológicos e Geofísicos do Alasca como a maior pepita de ouro já minerada no estado. O item permaneceu em uma coleção particular por mais de duas décadas antes de ser leiloado pela Heritage Auctions.
O valor de US$ 750 mil alcançado no leilão supera significativamente a cotação do ouro como commodity. Isso ocorre porque a peça foi tratada como um artefato geológico raro, cujo valor é ampliado por sua história, proveniência e características únicas.
Espécimes de ouro nativo acima de 200 onças troy são extremamente raros em qualquer lugar do mundo. O fato de ser a maior pepita documentada do Alasca confere à peça um status de recorde, aumentando seu apelo para colecionadores, museus e investidores, segundo a reportagem do Tribuna de Jundiaí.
A presença de quartzo aderido ao ouro é um detalhe crucial. Isso indica que o bloco se desprendeu de um veio hidrotermal e não foi completamente erodido, preservando uma "memória" de sua formação geológica original. Essa integridade, somada à história documentada da descoberta, transforma a pepita em um item de coleção, não apenas metal a ser derretido.
A maior pepita de ouro encontrada no Alasca, descoberta por Barry Clay em 1998, pesa 294,1 onças troy, o que equivale a aproximadamente 9,15 quilogramas, conforme registro oficial da Divisão de Levantamentos Geológicos e Geofísicos do estado.
A maior pepita de ouro já registrada na história é a "Welcome Stranger", encontrada em Victoria, na Austrália, em 1869. Ela pesava cerca de 72 quilos e media 61 centímetros de comprimento, de acordo com o IGN Brasil. Diferente da pepita do Alasca, ela foi quebrada e derretida logo após a descoberta.
A maior pepita de ouro preservada no mundo é brasileira. A "Pepita Canaã" foi encontrada em Serra Pelada (PA), em 1983, e pesa 60,8 quilos. Ela foi adquirida pelo Banco Central e hoje está em exposição no Museu de Valores, em Brasília, como informado pelo portal DOL.
A venda da maior pepita de ouro do Alasca demonstra como o valor de um achado mineral pode transcender o preço de mercado de seu material. A história documentada, a raridade e as características geológicas únicas transformaram um bloco de metal e rocha em um artefato valioso, cobiçado por seu significado histórico e científico.
O histórico porta-aviões "Big E" deixou a Virgínia rumo ao Alabama, onde será desmantelado. A operação marca o fim de uma era para a Marinha dos EUA.
Um condutor na Alemanha foi condenado a pagar 13,5 mil euros e ficou sem dirigir por 2 anos após usar o corredor de uma ambulância para fugir do trânsito.
Rostos em janelas de uma casa abandonada em Lyles, Tennessee, levaram ao resgate de 34 cães em condições precárias. Entenda como foi a operação de socorro.
O Vaticano confirmou a viagem apostólica do Papa Leão XIV a Uruguai, Argentina e Peru em novembro. Saiba detalhes sobre a recuperação do pontífice e a agenda.