Após economizar por quase uma década, Cindy Mora construiu seu lar na Costa Rica com 7 toneladas de plástico. Entenda como a iniciativa transformou resíduos em moradia.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história de Cindy Mora Abarca, da Costa Rica, é um exemplo de perseverança e inovação. Após economizar cada centavo durante nove anos para comprar um terreno, ela se deparou com um novo obstáculo: a falta de dinheiro para construir a casa onde viveria com seu filho, Fabrizio. A solução veio de uma parceria que transformou cerca de 7,5 toneladas de plástico descartado em um lar seguro e sustentável. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Cindy Mora passou nove anos juntando dinheiro para adquirir um lote em Alajuelita, uma comunidade perto de San José, capital da Costa Rica. No entanto, ao realizar o sonho do terreno próprio, percebeu que seu orçamento não seria suficiente para arcar com os custos de uma construção convencional, como informa o jornal Clarín. Longe de desistir, ela encontrou uma alternativa que unia moradia acessível e responsabilidade ambiental.
A solução foi possível graças a uma aliança entre a organização Hábitat para la Humanidad Costa Rica e empresas como Procter & Gamble, Urbarium e Ekojunto. O projeto utilizou um sistema construtivo inovador com blocos feitos de plástico reciclado, reaproveitando resíduos que iriam para aterros sanitários, como garrafas, embalagens e sacolas.
Para erguer as paredes da casa, foram usados cerca de 850 blocos de plástico reciclado, conhecidos como Bloqueplas. Segundo o portal O Antagonista, as peças são projetadas para se encaixarem, de forma semelhante a um jogo de montar, o que simplifica o processo construtivo. A edificação da casa envolveu mais de 800 horas de trabalho voluntário, principalmente de colaboradores das empresas parceiras, e não 800 voluntários como foi divulgado em algumas redes.
Apesar de as paredes serem feitas de plástico, a residência possui todos os elementos de uma construção tradicional para garantir segurança e conforto. A estrutura conta com fundação de concreto, telhado, instalações elétricas e hidráulicas, portas e janelas convencionais. De acordo com o jornal Marca, o acabamento externo faz com que a casa tenha a aparência de qualquer outra construída com tijolos comuns, provando que sustentabilidade e estética podem andar juntas.
É Cindy Mora Abarca, uma mãe da Costa Rica que, junto com seu filho Fabrizio, realizou o sonho da casa própria após nove anos de economia e com a ajuda de um projeto de construção sustentável.
A casa foi erguida com cerca de 850 blocos feitos a partir de 7,5 toneladas de plástico reciclado. As peças se encaixam para formar as paredes, enquanto a fundação, o telhado e as instalações são de materiais convencionais.
Sim. A estrutura combina a inovação dos blocos de plástico nas paredes com elementos tradicionais de construção civil, como fundação de concreto e telhado adaptado ao clima local, garantindo a segurança e durabilidade da moradia.
A jornada de Cindy Mora não apenas resultou em um lar para sua família, mas também se tornou um marco de desenvolvimento sustentável. Sua história demonstra como a colaboração entre comunidades, ONGs e empresas pode transformar um dos maiores problemas ambientais do nosso tempo — a poluição por plástico — em uma solução habitacional digna e acessível.
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