Profissional fraudou laudos de avaliação psicológica no concurso de Roraima em 2021, inserindo nomes de outros psicólogos. Entenda a condenação.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 8 de julho de 2026. A Justiça de Roraima condenou o psicólogo Jorge Manoel Mendes Cardoso por falsidade ideológica após emitir 182 pareceres falsos que reprovaram candidatos no concurso da Polícia Penal do estado, realizado em 2021. Além de penas restritivas de direitos, ele terá que pagar uma indenização de R$ 81 mil por danos morais coletivos.
Jorge Manoel Mendes Cardoso coordenou a etapa de avaliação psicológica do concurso, que foi executado pelo Instituto AOCP. Segundo a denúncia do Ministério Público de Roraima (MPRR), ele foi o responsável por analisar os recursos de 182 candidatos considerados "não recomendados" na fase inicial.
A investigação revelou que o psicólogo agiu sozinho na análise, mas inseriu nos pareceres os nomes e registros profissionais de outros dois psicólogos que não participaram da banca revisora. De acordo com a acusação, a manobra criou uma "banca fantasma" para dar uma falsa aparência de legalidade e pluralidade técnica aos documentos que mantiveram a reprovação dos candidatos.
A sentença da 1ª Vara Criminal condenou o psicólogo a dois anos e seis meses de reclusão em regime aberto. No entanto, a pena de prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade. A condenação também inclui o pagamento de R$ 81 mil por danos morais coletivos, valor que será corrigido monetariamente com juros desde 2021. A decisão, do dia 2 de julho, ainda cabe recurso.
O promotor de Justiça Masato Kojima, autor da denúncia, afirmou que a mesma conduta foi praticada pelo réu em concursos nos estados de Goiás e do Distrito Federal. "A responsabilização criminal reafirma que fraudes dessa natureza são capazes de comprometer a lisura de um concurso público", declarou.
Fraudes em avaliações de concursos não são exclusivas deste caso. Em um processo distinto, uma psicóloga da Força Aérea Brasileira (FAB) também foi condenada por falsificar documentos do exame psicológico de candidatos em 2023, comprometendo a credibilidade do processo seletivo.
Ele foi condenado por falsidade ideológica, por ter inserido deliberadamente os nomes de dois outros psicólogos em 182 pareceres de recursos para simular uma análise colegiada que nunca ocorreu, mantendo a reprovação de candidatos no concurso da Polícia Penal de Roraima.
O concurso público para o cargo de Policial Penal (antigo Agente Penitenciário) do estado de Roraima, realizado entre 2020 e 2021 e organizado pelo Instituto AOCP.
A condenação do psicólogo Jorge Manoel Mendes Cardoso expõe uma grave falha na segurança de concursos públicos e serve como um alerta sobre a importância da lisura em todas as etapas de seleção. A decisão judicial reforça a necessidade de fiscalização rigorosa para garantir a isonomia e a credibilidade dos certames, protegendo os direitos de centenas de candidatos.
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