Magistrada do TRT-17, Marise Chamberlain, foi suspensa por decisão do ministro Mauro Campbell. Entenda os motivos do afastamento e as declarações polêmicas.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento cautelar da desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), no Espírito Santo. A decisão, assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, ocorreu após a magistrada afirmar que o primeiro grau do Judiciário "não está produzindo nada" e criticar a atuação da OAB durante uma sessão administrativa. Atualizado em 10 de julho de 2026.
O episódio ocorreu durante uma sessão do pleno do TRT-17 que discutia uma proposta de reestruturação administrativa, a qual previa a redistribuição de servidores do primeiro para o segundo grau. A presidente da OAB-ES, Érica Neves, pediu o adiamento da votação para que a entidade pudesse analisar o projeto, o que gerou uma reação exaltada da desembargadora Chamberlain.
Conforme registros da sessão, a magistrada questionou a presença da Ordem e proferiu as declarações que levaram ao seu afastamento. "O primeiro grau não está produzindo nada, enquanto o segundo grau está produzindo loucamente. O que é que a OAB está fazendo aqui?", disse, segundo o portal Migalhas. Em outro momento, afirmou que os desembargadores trabalham "feito uns animais", criticando a OAB por, em sua visão, se opor à reestruturação que aliviaria a carga de trabalho do segundo grau.
Ao analisar a reclamação disciplinar, o ministro Mauro Campbell Marques considerou a postura da desembargadora "inteiramente desalinhada com os deveres impostos aos magistrados", conforme noticiado pelo Estadão. A decisão aponta que a conduta viola a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e o Código de Ética, que exigem urbanidade, polidez e tratamento cortês.
Campbell destacou o "uso de tom jocoso, deboche e excessos verbais" e afirmou que a permanência da magistrada em suas funções colocaria em risco "a serenidade das sessões de julgamento e a integridade psicológica de servidores, advogados e jurisdicionados". Além do afastamento, a desembargadora foi proibida de acessar as dependências do tribunal e teve suas credenciais suspensas, embora continue recebendo seu salário.
O corregedor do CNJ ressaltou que este não é um episódio isolado na trajetória de Marise Chamberlain. De acordo com o Metrópoles, ela já responde a outro Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no CNJ por supostas ofensas e ameaças a colegas magistrados em aplicativos de mensagens. Em decorrência desse processo anterior, ela já estava proibida de exercer ou concorrer a cargos de direção no TRT-17.
Para o ministro Campbell, "a reiteração desse padrão irascível e hostil, agora direcionado à advocacia e à magistratura de primeira instância, evidencia uma recalcitrância incompatível com a dignidade da função jurisdicional", gerando desarmonia e desconfiança social.
A desembargadora afastada é Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, integrante do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), sediado no Espírito Santo.
Ela foi afastada por conduta considerada incompatível com o cargo, após afirmar que o "primeiro grau não está produzindo nada", criticar a OAB aos gritos e dizer que os desembargadores trabalham "feito uns animais" durante uma sessão oficial do tribunal.
A desembargadora foi suspensa de todas as suas funções judicantes e administrativas, foi proibida de acessar as instalações físicas do TRT-17 e teve suas credenciais de acesso aos sistemas internos revogadas. Ela continuará recebendo seus vencimentos até a deliberação final do plenário do CNJ.
O afastamento da desembargadora Marise Chamberlain pelo CNJ reflete uma resposta enérgica a uma conduta considerada inadequada para um membro do Judiciário. A decisão do ministro Mauro Campbell Marques foi baseada não apenas no episódio recente, mas também em um histórico de comportamento hostil, visando preservar a ordem, o decoro e a integridade do ambiente de trabalho no tribunal.
Apresentadora aciona ex-paquita na Justiça por débitos de condomínio e IPTU em apartamento no Rio. Entenda os detalhes do processo e a versão de Sorvetão.
Relatório do Coaf detalha repasses de parentes do dono do Banco Master para templo em BH após cunhado alertar que 'obra vai parar'. Cúpula da igreja nega ciência.
Com os recursos do filho Daniel e do marido Henrique bloqueados, Aline Vorcaro enfrenta dificuldades financeiras e pessoas próximas pedem doações. Entenda.
Com salário de R$ 7,7 mil, servidora tinha R$ 4,6 mil descontados por dívidas. Entenda como uma decisão judicial baseada na lei do superendividamento garantiu a proteção do seu mínimo existencial.