Com apenas 14 anos, estudantes de Limeira (SP) criaram o "EduSat", um satélite que custa R$ 299, e levaram o 1º lugar na OBSAT. Conheça o projeto.
Olyvio Marques
Editor · Educação · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Dois estudantes de 14 anos de Limeira (SP), Felipe e Tiago, conquistaram o primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT) ao desenvolverem um satélite caseiro de baixo custo. O projeto, batizado de "EduSat", foi criado com o objetivo de não apenas competir, mas também de levar a ciência e a tecnologia para escolas públicas da região. Atualizado em 17 de outubro de 2026.
O EduSat é um satélite do tipo Cansat, projetado para ter o tamanho aproximado de uma lata de refrigerante. Segundo os criadores, o custo de produção é de cerca de R$ 299, tornando-o acessível para fins educacionais. A função do aparelho é coletar e armazenar dados de sensores, transmitir informações e registrar imagens durante seu voo, que será realizado por um balão meteorológico a uma altitude de até 28 km, conforme informado pela dupla ao G1.
Além da competição, o projeto tem uma forte vertente educacional. A dupla pretende levar o EduSat para escolas públicas, oferecendo oficinas e palestras. "O projeto foi desenvolvido em duas vertentes. A gente pensou em algo educacional, que seria mesmo para ensinar essas crianças de escola pública", explicou Felipe em entrevista.
O interesse pela tecnologia começou cedo para a dupla. Tiago relatou que sua curiosidade surgiu aos cinco anos, ao desmontar um carrinho que parou de funcionar. Anos depois, ele convidou Felipe para participar da OBSAT, uma competição promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que incentiva a construção de pequenos satélites.
O caminho até a vitória na fase 3 da olimpíada envolveu a apresentação de um relatório, a construção do protótipo e a realização de testes de resistência. O lema do projeto, "Toda Criança Pode Ser Um Cientista", resume a missão dos jovens de mostrar que a tecnologia é acessível e que a dedicação pode gerar grandes frutos.
O custo final para a produção do satélite EduSat fica em torno de R$ 299. O valor foi pensado para ser econômico e viabilizar sua implementação em escolas públicas, conforme detalhado pelos estudantes ao G1.
Um Cansat é um satélite de baixo custo e tamanho reduzido, geralmente construído nas dimensões de uma lata de refrigerante. Ele é usado para coletar dados, transmitir informações e registrar imagens durante o voo, servindo como uma ferramenta prática para o ensino de engenharia e programação.
O principal objetivo é educacional. Os estudantes planejam levar o EduSat para feiras de ciência e escolas, utilizando apostilas e até um agente de inteligência artificial que desenvolveram para auxiliar outros alunos na construção de seus próprios satélites.
A conquista de Felipe e Tiago na Olimpíada Brasileira de Satélites demonstra o potencial de jovens cientistas no Brasil. Com o EduSat, eles não apenas venceram uma competição nacional, mas também criaram uma ferramenta poderosa para inspirar uma nova geração a se interessar por ciência, tecnologia e engenharia, provando que grandes ideias podem vir em pequenos pacotes.
Governo confirma novo Pé-de-Meia para universitários do CadÚnico a partir de 2027. Saiba quem terá direito à bolsa de R$ 700 e ao saque de R$ 10 mil.
Otoniel Souza, do sertão da Bahia, celebra formatura na USP ao lado dos pais. Conheça a história de superação e orgulho que inspira o Brasil.
O governo federal estuda a recriação do Ciência Sem Fronteiras com uma novidade: bolsas no exterior para estudantes que vencerem olimpíadas do conhecimento. Entenda as áreas prioritárias e os próximos passos.
Após 28 anos, o IDP, fundado por Gilmar Mendes, torna-se universidade com chancela do MEC. A conquista foi celebrada em evento com autoridades. Saiba mais.