Morador encontra 18,5 kg de prata da Era Viking ao reformar quintal em Rebild. Achado com 700 peças revela moedas árabes e quebra recorde histórico no país.
Olyvio Marques
Editor · História · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 6 de setembro de 2026. Uma reforma de quintal em Rebild, no norte da Dinamarca, levou à descoberta do maior tesouro de prata da Era Viking já registrado no país. Um morador, que preparava o terreno para construir um novo terraço, encontrou acidentalmente 18,5 quilos de artefatos de prata enterrados há cerca de 1.100 anos.
O morador, que preferiu permanecer anônimo, relatou que após meia hora de escavação, sua ferramenta atingiu algo com um som diferente. O que parecia ser lixo metálico revelou-se uma coleção de joias, moedas e barras de prata, descrita por ele como "a maior surpresa de sua vida", segundo o Nordjyske Museer. O peso total de 18,5 kg é quase três vezes superior ao recorde anterior da Dinamarca, o tesouro de Terslev, com 6,5 kg.
O conjunto é composto por aproximadamente 700 peças e fragmentos. Cerca de 320 itens, pesando 6,4 kg, ainda estavam preservados dentro de um vaso de argila original. O restante estava espalhado pelo solo ao redor. A coleção inclui uma variedade notável de artefatos:
As moedas encontradas demonstram o amplo alcance comercial dos vikings. O tesouro contém dirhams árabes e moedas anglo-saxãs. Duas moedas inglesas, cunhadas durante o reinado de Eduardo, o Velho (899-924), ajudam a datar o enterro para o século X. Além disso, uma das barras de prata possui uma inscrição rúnica que pode ser lida como "hutu", cujo significado, possivelmente um nome ou marca de propriedade, ainda é incerto.
Na Era Viking, o valor da prata estava ligado ao seu peso e pureza, não ao formato do objeto. Por isso, joias, barras e moedas eram frequentemente cortadas em pedaços (prática conhecida como hacksilver) para facilitar transações comerciais, ajustando a quantidade de metal ao valor necessário para um pagamento.
Pela lei dinamarquesa, o tesouro é considerado danefæ, um achado de interesse nacional excepcional, e pertence ao Estado. Ele foi encaminhado ao Museu Nacional da Dinamarca para avaliação. O morador que o encontrou receberá uma recompensa financeira. Os museus locais planejam uma exposição permanente do tesouro no futuro.
O motivo exato permanece um mistério, pois o local da descoberta está em uma área urbanizada, o que impede uma investigação arqueológica em larga escala. Historiadores acreditam que enterrar tesouros era uma forma comum de proteger riquezas em tempos de incerteza, como conflitos ou viagens perigosas.
A descoberta em Rebild não é apenas um recorde em peso, mas também uma janela valiosa para a economia, as redes de comércio e a vida cotidiana na Era Viking. Cada peça, desde as moedas estrangeiras até as inscrições rúnicas, ajuda a compor um quadro mais detalhado de como a riqueza era acumulada e utilizada há mais de um milênio.
Em 1948, 76 castores foram lançados de paraquedas em Idaho, EUA. Entenda o motivo por trás desta inusitada operação de conservação para resolver conflitos.
Em 1982, Larry Walters subiu a quase 5 km em uma cadeira de jardim com 42 balões sobre Los Angeles. Entenda como o sonho de um caminhoneiro virou um caos aéreo.
Conheça a história de Júlio Frank, o alemão enterrado na USP que fundou a Bucha, uma sociedade secreta que influenciou a política e teve 8 presidentes.
Conheça a história da joia de ouro e esmeraldas encontrada em um naufrágio, vendida ao governo e trocada por uma farsa de plástico antes da visita da Rainha.