Enquanto atua como comentarista da Copa do Mundo nos EUA, senador Romário (PL-RJ) renuncia aos vencimentos e se posiciona a favor da PEC 6x1. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O senador Romário (PL-RJ) anunciou que abrirá mão de seu salário parlamentar enquanto estiver nos Estados Unidos atuando como comentarista da Copa do Mundo. Atualizado em 1 de julho de 2026. A decisão, formalizada após críticas nas redes sociais, veio acompanhada de um forte posicionamento a favor do fim da escala de trabalho 6x1, uma pauta que o coloca em dissonância com a linha de seu partido e do bolsonarismo.
Em ofício enviado à presidência do Senado, Romário solicitou que seus vencimentos, no valor de R$ 46.366,19 mensais, não fossem pagos durante o período de 11 de junho a 19 de julho, enquanto trabalha para a CazéTV nos EUA, conforme noticiado pelo Estadão. A medida foi uma resposta direta à pressão pública pelo fato de manter o mandato ativo e remunerado enquanto exercia outra atividade no exterior.
O senador garantiu que, caso ocorra qualquer crédito em sua conta, os valores serão integralmente devolvidos aos cofres públicos, como informou a revista VEJA. "Foi uma escolha minha. Continuarei trabalhando normalmente e acompanhando as votações", afirmou Romário.
Romário explicou que sua decisão de não se licenciar do cargo foi estratégica. O principal motivo, segundo ele, foi garantir sua participação na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. "Fiz questão de permanecer no exercício do mandato e garantir a minha participação nas discussões e na votação da proposta", declarou, segundo o Metrópoles.
O apoio de Romário à pauta trabalhista é visto como controverso dentro do PL. Lideranças do partido de Jair Bolsonaro trabalham em uma proposta alternativa ao texto apoiado pelo governo Lula, ao qual o senador manifestou seu suporte. Essa posição reforça um distanciamento do parlamentar em relação à ala mais ideológica da legenda, gerando um novo desgaste para o partido, como analisado pela VEJA.
A decisão de Romário foi defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele afirmou que o senador "está honrando o Brasil" e que a renúncia ao salário foi motivada por "ataques infundados nas redes sociais" decorrentes da polarização política, de acordo com a Exame. Alcolumbre destacou que a tecnologia permite a participação remota dos parlamentares nas sessões, o que legitima a atuação de Romário à distância.
Romário renunciou ao salário após receber críticas nas redes sociais por acumular a função de comentarista da Copa do Mundo nos EUA com o mandato parlamentar remunerado. Ele formalizou um pedido para que os pagamentos fossem suspensos entre 11 de junho e 19 de julho.
O senador é favorável ao fim da escala 6x1. Ele afirmou que não se licenciou do mandato justamente para poder participar e votar a favor da PEC que trata do tema, mesmo que isso o coloque em desacordo com lideranças de seu partido, o PL.
Não. Romário optou por não solicitar licença para continuar participando das votações de forma remota, através do Sistema de Deliberação Remoto do Senado. Sua principal justificativa é a votação da PEC sobre a jornada de trabalho.
A manobra de Romário busca amenizar o desgaste de imagem gerado por sua atuação como comentarista enquanto senador. Ao renunciar ao salário e vincular sua permanência no mandato à votação de uma pauta popular como o fim da escala 6x1, ele se reposiciona politicamente, ainda que isso crie atritos com a base bolsonarista de seu partido.
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