Projetos que liberam porte de arma para advogados, corretores e outras categorias foram aprovados em comissões do Congresso. Entenda o que falta para virar lei.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos de lei que ampliam o direito ao porte de arma de fogo para novas categorias profissionais avançaram em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Atualizado em 15 de julho de 2026, o debate inclui advogados, corretores de imóveis, vigilantes e fiscais ambientais, entre outros. Apesar da aprovação inicial, as mudanças ainda não estão em vigor e dependem de novas etapas legislativas antes da sanção presidencial, conforme apuração de múltiplos veículos de imprensa.
É fundamental destacar que, mesmo se as propostas virarem lei, o porte de arma não será automático. Os profissionais interessados precisarão cumprir uma série de requisitos técnicos, psicológicos e legais, com cada pedido sendo analisado individualmente pela Polícia Federal.
Com base nos projetos que já receberam parecer favorável em comissões de segurança do Congresso, a lista de categorias que podem ser beneficiadas inclui:
Outras categorias, como servidores do Procon e guardas municipais, também são alvo de propostas, mas estas se encontram em estágios menos avançados de tramitação, segundo o portal Tempo Novo.
Cada projeto segue um caminho legislativo distinto e se encontra em uma fase diferente de análise. A aprovação nas comissões de segurança é apenas o primeiro passo.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou a proposta que permite o porte funcional a corretores com registro ativo no Creci. A justificativa é que a atividade é de risco, envolvendo visitas a imóveis vazios com clientes desconhecidos. O texto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, de acordo com o ND Mais.
No Senado, a Comissão de Segurança Pública deu aval a um projeto que autoriza o porte para defesa pessoal em todo o território nacional para advogados com registro regular na OAB. A proposta, no entanto, proíbe a entrada armada em fóruns e tribunais. O texto aguarda a designação de um relator na CCJ do Senado.
Uma proposta que cria a Lei Geral dos Agentes de Trânsito autoriza o porte dentro e fora do serviço para quem atua na fiscalização externa. O projeto já passou pela Câmara e por uma comissão do Senado, aguardando análise na CCJ. Para os fiscais ambientais, o texto aprovado na comissão da Câmara justifica o porte pelo perigo enfrentado em áreas isoladas e seguiu para a CCJ da Casa, conforme detalhado pelo ND Mais.
A proposta para vigilantes reconhece a atividade como de risco permanente, estendendo o porte para fora do horário de trabalho. A medida exige a Carteira Nacional do Vigilante ativa e comprovante de vínculo empregatício. O projeto também será analisado pela CCJ da Câmara.
Não. Os projetos foram aprovados apenas em comissões do Congresso e ainda precisam passar por outras etapas legislativas, como a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votações em plenário, antes de serem enviados para a sanção presidencial. Nenhuma nova regra entrou em vigor.
A posse de arma permite manter a arma registrada exclusivamente dentro de casa ou no local de trabalho (se for o responsável legal pelo estabelecimento). Já o porte de arma autoriza o cidadão a transportar e carregar a arma consigo fora desses locais, de forma discreta, conforme definição do Estatuto do Desarmamento.
Não. A aprovação da lei apenas incluirá as categorias na lista de quem pode solicitar o porte. Cada profissional terá que cumprir individualmente os requisitos exigidos pela Polícia Federal, que incluem certidões negativas de antecedentes criminais, laudo de aptidão psicológica, comprovação de capacidade técnica de tiro e justificativa de necessidade, como informa o ND Mais.
A discussão sobre a ampliação do porte de arma para novas profissões reflete uma demanda por maior segurança em setores considerados de risco. Embora os projetos tenham avançado em etapas importantes no Congresso, o caminho para que se tornem lei ainda é longo. A aprovação final depende de mais votações e da sanção presidencial, e a concessão do porte continuará sendo um processo rigoroso e individualizado.
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