Prefeitura de Maringá inicia a segunda etapa do mapeamento de protetores de animais, com visitas de estudantes para entender necessidades e criar políticas públicas. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Cidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebea), iniciou a segunda etapa do mapeamento de protetores independentes de animais no município. Atualizado em 23 de agosto de 2026, o projeto agora avança para visitas domiciliares, realizadas em parceria com a UniCesumar, para coletar dados que vão orientar a criação de políticas públicas mais eficazes para a causa animal.
Após uma fase inicial de cadastramento online, que registrou cerca de 80 protetores, a nova etapa foca em um diagnóstico situacional detalhado. Equipes formadas por mais de 65 estudantes dos cursos de Medicina Veterinária e Psicologia da UniCesumar visitarão os protetores cadastrados para conhecer de perto sua realidade, conforme informado pela prefeitura.
Os futuros profissionais atuarão em frentes complementares durante as visitas:
A secretária de Proteção e Bem-Estar Animal, Daniela Tozetto, reforça que a iniciativa não tem caráter fiscalizatório. O principal objetivo é construir um panorama da proteção animal em Maringá, baseado em dados concretos. "A intenção é construir políticas públicas com base em dados e evidências. Queremos compreender a realidade dos protetores independentes, reconhecer a importância desse trabalho e ampliar o suporte", explicou Tozetto em comunicado.
As informações coletadas serão usadas para planejar ações, direcionar recursos e fundamentar novos projetos, identificando as principais necessidades veterinárias, sociais e psicológicas dos protetores e dos animais sob seus cuidados.
Apesar do início da segunda fase, a Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal informa que o formulário de cadastro para protetores independentes continua aberto. A estudante de Medicina Veterinária, Grazielly Oliveira Sousa, destacou a importância da participação: "É muito importante que os protetores se cadastrem, porque a gente não consegue conhecer essa realidade sem a participação deles. O objetivo é entender as necessidades e oferecer o suporte que esses protetores e os animais precisam".
Até o início da segunda fase do projeto, 80 protetores independentes de animais já haviam se cadastrado. No entanto, o formulário online permanece aberto para novas inscrições no site da prefeitura.
Estudantes de Medicina Veterinária avaliam a saúde e as condições dos animais, enquanto alunos de Psicologia analisam o contexto social e emocional dos protetores, criando um diagnóstico completo para subsidiar políticas públicas.
Não. A Prefeitura de Maringá e a secretária Daniela Tozetto afirmam que o projeto visa exclusivamente coletar dados para apoiar os protetores e desenvolver ações de bem-estar animal, sem qualquer intenção de fiscalização ou punição.
A segunda etapa do mapeamento de protetores de animais em Maringá representa um passo estratégico para fortalecer a rede de proteção na cidade. Ao unir o poder público e a academia, a iniciativa busca não apenas entender os desafios enfrentados por esses voluntários, mas também criar soluções baseadas em evidências para garantir o bem-estar tanto dos animais quanto das pessoas que dedicam suas vidas a cuidá-los.
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