Um decreto em Vitória (ES) permite que a prefeitura assuma imóveis comprovadamente abandonados para criar moradias populares. Saiba como funciona o processo.
Olyvio Marques
Editor · Cidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma nova regra em Vitória (ES) permite que a prefeitura assuma a posse de imóveis comprovadamente abandonados para transformá-los em moradias populares ou dar-lhes outra função social. Atualizado em 22 de junho de 2026. A medida, parte do Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC), não é um confisco imediato e segue um processo administrativo com prazos para defesa do proprietário, conforme detalhado no Decreto Municipal nº 27.034.
A iniciativa busca combater a degradação urbana e o déficit habitacional, especialmente no centro histórico da capital capixaba. No entanto, a perda da propriedade não é automática e depende de uma série de etapas e comprovações.
A prefeitura não pode simplesmente tomar um imóvel desocupado. É necessário abrir um processo administrativo e seguir um rito que garante o direito de defesa ao proprietário. As etapas, baseadas nas informações do decreto, são as seguintes:
Para que um imóvel seja considerado abandonado, não basta que ele esteja vazio. A legislação federal, citada pelo Itaberaba Notícias, e o decreto municipal exigem uma combinação de fatores. A prefeitura precisa identificar, ao mesmo tempo, três situações: abandono material (deterioração visível), ausência de outra pessoa exercendo a posse e falta de interesse do proprietário em conservar o bem.
Atrasar o pagamento de impostos, como o IPTU, por cinco anos ou mais, pode ser considerado um indício da intenção de abandonar o patrimônio, mas, isoladamente, não resulta na perda automática da propriedade, conforme apurado por O Antagonista.
Não. Uma casa simplesmente fechada ou desocupada, mas que recebe manutenção e cujos impostos estão em dia, não se enquadra nos critérios de abandono. O processo visa apenas propriedades que demonstram clara deterioração e desinteresse do dono em sua conservação.
Não obrigatoriamente. Embora a criação de Habitação de Interesse Social (HIS) seja uma das prioridades do programa, os imóveis também podem ser destinados a serviços públicos, projetos de regularização fundiária, comércios ou outros usos de interesse municipal, dependendo da análise de cada caso.
Não. Esta regulamentação específica é da Prefeitura de Vitória, no Espírito Santo, e se aplica inicialmente à Zona Especial de Interesse Urbanístico 1, que inclui o Centro Histórico. Outras cidades, como São Paulo, possuem instrumentos similares, como o Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios (PEUC), para combater imóveis ociosos, mas as regras e procedimentos podem variar.
A medida adotada em Vitória (ES) é um instrumento urbanístico para lidar com o problema de imóveis abandonados em áreas centrais, visando a revitalização e o cumprimento da função social da propriedade. O processo é gradual, inclui múltiplas etapas de notificação e garante ao proprietário diversas oportunidades para reverter a situação antes da perda definitiva do bem. A iniciativa projeta viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na região central da capital.
Conhecida como a Capital do Abacaxi, Frutal colhe 9 milhões de frutos e responde por 24% da produção de MG. Descubra como a cidade une agronegócio e educação.
Um carcará fêmea desorientado causou transtornos no trânsito do Gonzaga, em Santos, ao andar pela rua. Saiba como foi o resgate e para onde a ave foi levada.
Inspirado por gestos individuais, o plantio de orquídeas em árvores ganha força. Entenda o que é epifitismo e veja como essa prática segura e bela pode transformar a paisagem urbana.
Obra da ponte ferroviária da Arauco em Inocência (MS) avança para nova fase com o içamento de 18 vigas de 92 toneladas. Veja o andamento do Projeto Sucuriú.