Destaque da Espanha na Copa, lateral revela que a busca por escolas e apoio para o filho Mateo foi decisiva para trocar o Chelsea pelo Real Madrid. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Futebol · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 18 de julho de 2026. Destaque da Espanha na final da Copa do Mundo, o lateral Marc Cucurella revelou que a decisão mais importante de sua carreira recente — a transferência para o Real Madrid — foi guiada por uma razão que transcende o futebol: o bem-estar de seu filho Mateo, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em um relato sincero, o jogador admitiu as dificuldades da jornada: "Às vezes não sei como ajudá-lo".
A transferência de Cucurella do Chelsea para o Real Madrid, anunciada durante a Copa do Mundo, foi motivada principalmente pela busca por uma cidade com melhor estrutura de escolas e terapias para Mateo, de 7 anos. A família enfrentou dificuldades de adaptação na Inglaterra. "Quando viemos para a Inglaterra, ele ia para as escolas comuns e não ficava bem. Ficava muito confuso", relatou o jogador em uma entrevista citada pelo UOL e Terra.
A prioridade da família se tornou tão clara que hoje influencia qualquer negociação. "Hoje em dia não iríamos para uma equipe onde não tivesse colégios ou algo que nosso filho se adaptasse a ele, porque é o mais importante, mais que o futebol", explicou Cucurella, conforme noticiado pelo NSC Total.
Mateo foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte aos 3 anos. Segundo Cucurella, os primeiros sinais surgiram na escola infantil. "Víamos que, nas fotos das crianças brincando, ele sempre aparecia um pouco sozinho", contou à emissora espanhola RTVE, em depoimento repercutido pela BBC e Folha de S.Paulo. "À medida que ele foi crescendo, percebemos que ele não falava, que não balbuciava muito. Essa fase foi provavelmente a mais difícil."
A esposa do jogador, Claudia Rodríguez, também descreveu o período como angustiante, destacando a falta de apoio inicial da escola. "Não recebemos muita ajuda da escola e passamos pelos piores meses. Todos os dias íamos juntos levar o Mateo e voltávamos para casa chorando", disse ela.
Ciente de sua posição como atleta de elite, Cucurella reconhece a importância de usar sua voz para dar visibilidade ao autismo e apoiar outras famílias. "Estou muito feliz que, com o alcance que temos, isso ganhe repercussão e sirva para ajudar mais famílias, para que sejam abertas mais escolas ou mais centros de ajuda e apoio", afirmou o jogador.
Essa nova perspectiva, segundo ele, o ensinou a ter mais paciência, empatia e a valorizar o que realmente importa, colocando sempre a família acima do futebol.
A principal razão foi a busca por uma cidade com melhores escolas, terapias e uma rede de apoio adequada para seu filho mais velho, Mateo, que é autista. A decisão foi familiar, priorizando o bem-estar da criança sobre outros fatores esportivos.
Mateo, filho mais velho de Cucurella, foi diagnosticado aos 3 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte, uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação e a interação social.
Os pais notaram que Mateo frequentemente se isolava nas brincadeiras na escola e que seu desenvolvimento da fala estava atrasado em comparação com outras crianças, pois ele não balbuciava muito.
A história de Marc Cucurella humaniza a figura do atleta de alto rendimento, mostrando como desafios pessoais moldam decisões de carreira. Ao compartilhar abertamente sua jornada com o filho Mateo, o lateral da seleção espanhola não apenas encontra o melhor caminho para sua família, mas também joga luz sobre a realidade de milhares de pessoas e a importância de redes de apoio para o autismo.
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