Justiça dos EUA nega pedido da AGU e concede novo prazo para Rumble e Trump Media responderem em processo contra Alexandre de Moraes. Saiba os próximos passos.
Olyvio Marques
Editor · Internacional · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A defesa do Brasil sofreu um revés processual na ação movida pela Rumble e pela Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos. Atualizado em 8 de julho de 2026, a juíza federal da Flórida, Mary S. Scriven, negou um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e concedeu às empresas mais uma semana para responderem à moção que pede a extinção do processo.
A decisão, assinada na terça-feira (7), estendeu o prazo para que a Rumble e a Trump Media & Technology Group se manifestem até 14 de julho de 2026. A AGU, que representa o Estado brasileiro no caso, havia se oposto à prorrogação, argumentando que as empresas tentavam criar uma "urgência artificial" para adiar a análise do caso, conforme noticiado pelo Metrópoles.
Segundo o Poder360, a defesa brasileira afirmou que as companhias já sabiam do prazo original desde 23 de junho e que o feriado norte-americano de 4 de Julho não seria uma surpresa. No entanto, a juíza Scriven acatou o pedido emergencial das empresas, adiando a próxima etapa da disputa judicial.
A ação judicial, iniciada em fevereiro de 2025, alega que o ministro Alexandre de Moraes promoveu censura ilegal e violou a Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que protege a liberdade de expressão.
A Rumble, plataforma de vídeos popular entre conservadores, e a Trump Media, que controla a rede Truth Social, acusam Moraes de determinar ilegalmente o bloqueio de perfis de pessoas que vivem nos Estados Unidos, como o do influenciador Allan dos Santos. A Rumble está suspensa no Brasil desde fevereiro de 2025 por descumprir ordens judiciais, incluindo a de nomear um representante legal no país.
A AGU sustenta que Moraes agiu no exercício de seu cargo como ministro do STF e que suas decisões são atos do Estado brasileiro, não uma conduta individual. Com base nesse argumento, o órgão pediu a extinção total do processo na corte da Flórida, cujo mérito ainda não foi analisado, de acordo com a CNN Brasil.
A derrota foi de natureza processual. A AGU perdeu a disputa para impedir que a Rumble e a Trump Media tivessem mais tempo para responder. A juíza negou o pedido brasileiro e concedeu a prorrogação do prazo até 14 de julho.
Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das ordens de bloqueio, a empresa alega que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para o funcionamento de sua principal plataforma, a rede social Truth Social, e por isso se juntou à ação.
Após a manifestação da Rumble e da Trump Media, prevista para 14 de julho, a juíza Mary S. Scriven deverá analisar os argumentos de ambas as partes para decidir se acata o pedido da AGU para extinguir o processo ou se a ação contra o ministro terá prosseguimento.
A concessão de mais prazo para a Rumble e a Trump Media representa um obstáculo inicial para a estratégia da AGU de encerrar rapidamente a ação contra Alexandre de Moraes nos EUA. A decisão sobre o mérito do pedido de extinção, que definirá o futuro do processo, ainda está pendente e é o próximo ponto crucial nesta batalha judicial internacional.