Uma baleia-fin de 20 toneladas, que encalhou em março, foi exposta pelas marés na Praia de Maceda, em Ovar, e precisou ser enterrada novamente. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Portugal · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A carcaça de uma baleia-fin de 20 metros e 20 toneladas foi novamente enterrada na Praia de Maceda, em Ovar, Portugal, nesta terça-feira (13), após a forte agitação marítima expor o corpo que estava nos sedimentos desde março. Atualizado em 13 de outubro de 2026.
O animal deu à costa pela primeira vez em março de 2026, entre Maceda e Cortegaça. Na ocasião, a baleia, identificada como uma fêmea adulta, ainda apresentava sinais de vida, mas morreu pouco depois, conforme atestaram os órgãos competentes. Uma necropsia posterior revelou sinais de infecção e um estado de magreza acentuado.
Devido às dificuldades de acesso ao local, junto a um sistema dunar e florestal, e aos constrangimentos operacionais pelo seu grande porte, a remoção completa do cadáver foi inviabilizada. A solução, aprovada pelas entidades responsáveis, foi enterrar o corpo na própria praia, permitindo sua decomposição natural.
A forte agitação marítima registrada em outubro provocou uma erosão costeira significativa, alterando o nível do areal e expondo novamente parte da carcaça. Isso exigiu uma nova intervenção, realizada na manhã de terça-feira.
A operação conjunta envolveu técnicos da Câmara Municipal de Ovar, agentes da Polícia Marítima e da Capitania do Porto de Aveiro. O novo enterro considerou as condições atuais da zona e as prováveis alterações do local a médio e longo prazo. As autoridades continuarão a monitorizar a área.
Trata-se de uma fêmea adulta de baleia-fin (Balaenoptera physalus), também conhecida como baleia-comum. É a segunda maior espécie de baleia do mundo, atrás apenas da baleia-azul. O animal encontrado em Ovar media cerca de 20 metros e pesava 20 toneladas.
Segundo a Câmara Municipal de Ovar, o processo de decomposição é natural e semelhante ao que ocorreria se o animal permanecesse no ambiente marinho, não representando, por si só, uma situação de poluição para a praia.
A remoção completa do cadáver em março foi impedida devido às dificuldades de acesso ao local, junto a um sistema dunar, e aos constrangimentos operacionais relacionados com o grande porte e peso do animal.
A operação para enterrar novamente a baleia-fin foi concluída com sucesso pelas autoridades locais, que continuarão monitorando o local para garantir que a decomposição natural ocorra sem riscos. O evento destaca os desafios logísticos e ambientais no manejo de grandes cetáceos encalhados na costa.