O Super El Niño tem 81% de chance de ser 'muito forte', segundo a NOAA, com pico previsto para o fim do ano. Entenda os impactos de chuvas e secas no Brasil.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Brasil deve enfrentar um dos fenômenos El Niño mais intensos já registrados, com o pico de sua força máxima previsto para ocorrer entre outubro e dezembro de 2026. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), há 81% de probabilidade de o evento atingir a categoria “muito forte”, com potencial para ser o mais severo dos últimos 150 anos. Atualizado em 17 de julho de 2026, os efeitos já começam a ser sentidos de forma mais evidente no país desde a segunda quinzena de julho.
As projeções do Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA indicam que a intensidade máxima do Super El Niño deve ser alcançada entre os meses de outubro e dezembro de 2026, podendo se estender até janeiro de 2027. A classificação de "muito forte" é atribuída quando o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico Equatorial ultrapassa 2°C acima da média histórica, condição que, segundo monitoramento, já foi atingida na primeira quinzena de julho.
Especialistas alertam que este evento ocorre em um planeta com oceanos mais quentes, o que pode amplificar seus efeitos. A meteorologista Estael Sias, da MetSul, afirmou em entrevista ao Metrópoles que este "pode ser um El Niño histórico, em um nível de intensidade nunca registrado", pois mais temperatura significa mais energia na atmosfera. Análises da empresa de meteorologia indicam que o aquecimento do mar em julho pode atingir de 3°C a 4°C, números nunca observados nos últimos 150 anos.
O fenômeno dividirá o país, intensificando padrões climáticos opostos. A Defesa Civil e outros órgãos federais já recomendaram que estados e municípios reforcem seus planos de contingência.
A principal preocupação está concentrada no Sul, com previsão de chuvas muito acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Este cenário aumenta o risco de enchentes, inundações, deslizamentos e tempestades severas, com possibilidade de vendavais e granizo. A primeira onda de instabilidade já começou a atuar na região em meados de julho.
Nestas regiões, a tendência é de uma situação oposta, com redução significativa das chuvas e temperaturas acima da média. Ondas de calor podem se tornar persistentes, com termômetros podendo ultrapassar os 40°C. O tempo seco eleva drasticamente o risco de queimadas e incêndios florestais, especialmente no arco sul da Amazônia e na região do Matopiba.
O Centro-Oeste deve enfrentar condições semelhantes às do Norte, com calor intenso e maior risco de incêndios. No Sudeste, o inverno tende a registrar temperaturas acima do normal. O calor pode reduzir a umidade do solo, prejudicando pastagens e dificultando o planejamento da próxima safra agrícola.
É uma versão mais intensa do fenômeno El Niño, que ocorre quando o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapassa a marca de +2°C em relação à média histórica. Essa mudança altera os padrões de chuva e temperatura em todo o mundo.
Sim. Embora confirmado em junho, os efeitos do Super El Niño começaram a se tornar mais evidentes no Brasil a partir da segunda quinzena de julho de 2026, com a chegada da primeira onda de tempestades à Região Sul e a alteração nos padrões de temperatura em outras áreas.
Com o pico de intensidade previsto para o último trimestre de 2026, o Super El Niño representa um desafio significativo para o Brasil. Os impactos esperados, que vão de enchentes severas no Sul a secas e calor extremo no Centro-Norte, exigem preparação e monitoramento contínuo por parte das autoridades e da população para mitigar os riscos associados a eventos climáticos extremos.
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