Pesquisadora alemã especialista no Pantanal e piloto experiente morreram em acidente aéreo em Campo Grande (MS). Saiba mais sobre a trajetória das vítimas.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A queda de um avião de pequeno porte em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na manhã de sexta-feira (3), vitimou a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, e o piloto Henrique Martin de Carvalho. Atualizado em 3 de julho de 2026.
A aeronave, um Embraer EMB-810 de matrícula PT-WYQ operado pela Amapil Taxi Aéreo, caiu em uma área de mata minutos após decolar do Aeroporto Santa Maria, com destino ao Pantanal. A principal hipótese é que o piloto tentava retornar à pista devido à densa neblina, conforme apurado por veículos de imprensa locais.
Lydia Möcklinghoff era uma bióloga e zoóloga alemã que dedicou mais de 20 anos de sua carreira ao estudo da biodiversidade do Pantanal, com foco especial nos tamanduás-bandeira. Segundo o portal RCN67, ela era uma "zoóloga apaixonada por tamanduás, pela vida selvagem e pela ciência".
Ela integrava o Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu Zoológico Alexander Koenig, na Alemanha, onde cursava seu doutorado. Lydia também participava do projeto "Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal", uma cooperação entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Universidade de Bonn, na Alemanha.
Henrique Martin de Carvalho era descrito como um piloto experiente da aviação sul-mato-grossense. Um amigo relatou ao Campo Grande News que ele era um "profissional capacitado, voava por instrumentos e amava o que fazia".
Ele trabalhava para a empresa Amapil há cerca de um mês e, anteriormente, atuou como instrutor em uma escola de aviação. Seu perfil em redes sociais demonstrava sua paixão por voos, com registros em diversas regiões do estado.
O avião decolou por volta das 6h40 com destino a Aquidauana, no Pantanal, mas caiu em uma área de mata a menos de 1 km da pista do Aeroporto Santa Maria. A aeronave, fabricada em 1983, estava com a documentação regular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados para apurar as causas do acidente. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul também acompanha o caso.
As vítimas fatais foram a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, especialista na fauna do Pantanal, e o piloto Henrique Martin de Carvalho.
A aeronave decolou de Campo Grande com destino à região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul, onde a pesquisadora desenvolvia seus estudos.
A queda da aeronave em Campo Grande representa uma perda trágica para a comunidade científica e para a aviação regional. Lydia Möcklinghoff deixou um legado de mais de duas décadas de pesquisa e dedicação à conservação do Pantanal, enquanto Henrique Martin de Carvalho era um profissional respeitado e apaixonado por sua profissão.
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