Projetos que liberam o porte de arma para advogados, MEIs, corretores e fiscais foram aprovados em comissões. Entenda o que muda e quem pode ser beneficiado.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos de lei que ampliam o direito ao porte de arma de fogo para mais de 10 novas categorias profissionais avançaram em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. As propostas, que ainda não viraram lei, beneficiam grupos como advogados, empresários, MEIs, corretores de imóveis e oficiais de justiça. Atualizado em 26 de agosto de 2026.
Apesar das aprovações em etapas preliminares, é crucial entender que o porte não foi liberado de forma imediata. Os textos precisam concluir toda a tramitação no Congresso e, em alguns casos, passar por sanção presidencial antes de entrarem em vigor, como informado por fontes legislativas.
Diversos projetos de lei estão em análise simultaneamente, cada um focando em categorias específicas. As justificativas geralmente citam os riscos inerentes às atividades, como exposição a ameaças, atuação em locais isolados ou fiscalizações que geram conflitos. De acordo com os textos aprovados em comissões, a lista de profissões inclui:
O andamento dos projetos varia. Enquanto alguns já passaram por mais de uma comissão, outros aguardam a designação de um relator. A categoria dos oficiais de justiça, por exemplo, alcançou uma das etapas mais avançadas, com a aprovação do PL 5.415/2005 pelo Plenário da Câmara, seguindo agora para o Senado, conforme noticiado pelo Portal Tempo Novo.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um texto que regulamenta o porte para empresários, MEIs e responsáveis pelo transporte de valores. A proposta, que ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevê uma licença de cinco anos, vinculada à comprovação de risco na atividade profissional.
Tanto advogados quanto corretores de imóveis tiveram projetos aprovados em comissões de segurança. Para os advogados, a proposta do Senado visa permitir o porte para defesa pessoal. Já para os corretores, um projeto na Câmara autoriza o porte funcional durante o exercício da profissão, devido a riscos como visitas a imóveis vazios com desconhecidos.
Agentes de trânsito, fiscais ambientais e auditores federais também estão contemplados em propostas que reconhecem suas atividades como de risco. Os projetos justificam a necessidade do porte pela exposição a situações perigosas durante fiscalizações, abordagens em vias públicas e operações contra crimes ambientais em áreas remotas.
Não. A aprovação em uma comissão é apenas uma das etapas do processo legislativo. Para que a mudança se torne lei, o projeto ainda precisa ser aprovado por outras comissões, votado nos plenários da Câmara e do Senado, e, por fim, sancionado pela Presidência da República. Nenhuma categoria citada já tem o direito automático ao porte.
Mesmo que os projetos virem lei, os profissionais precisarão cumprir as exigências do Estatuto do Desarmamento. Isso inclui comprovar necessidade, apresentar certidões negativas de antecedentes criminais, passar por avaliação psicológica, demonstrar capacidade técnica para o manuseio da arma e ter residência fixa, segundo o portal ND Mais.
A posse de arma permite manter o armamento registrado exclusivamente dentro de casa ou no local de trabalho (se o proprietário for o responsável legal). O porte de arma, que é o foco dos projetos, autoriza o cidadão a transportar e carregar a arma consigo fora desses locais, de forma discreta.
O avanço de projetos que ampliam o porte de arma para novas profissões sinaliza uma mudança significativa na legislação de segurança no Brasil. Contudo, é fundamental acompanhar a tramitação completa no Congresso, pois as aprovações atuais são parciais e não representam uma liberação imediata. A efetivação do direito dependerá da conclusão de um longo processo legislativo e do cumprimento de rigorosos requisitos individuais por parte dos profissionais.
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