Projetos que liberam o porte de arma para empresários, advogados e oficiais de justiça avançam no Congresso. Entenda quais categorias são incluídas e como funcionará a autorização.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos de lei que ampliam o direito ao porte de arma de fogo para ao menos dez novas categorias profissionais avançaram em comissões no Congresso Nacional. As propostas, que ainda precisam concluir a tramitação para virar lei, incluem desde empresários e advogados até corretores de imóveis e médicos veterinários. Atualizado em 30 de agosto de 2026.
As mudanças visam reconhecer determinadas atividades como de risco, o que poderia facilitar o processo de autorização junto à Polícia Federal. No entanto, a aprovação em comissões não significa liberação imediata. Cada proposta segue um caminho diferente na Câmara dos Deputados e no Senado, e os interessados ainda precisarão cumprir uma série de requisitos legais.
Considerando os projetos que já receberam aprovação em pelo menos uma etapa relevante no Congresso, a lista de novas categorias que podem ser autorizadas a solicitar o porte de arma inclui:
As propostas não estão unificadas em um único projeto de lei. Cada categoria ou grupo de profissões é tratada em textos distintos, que se encontram em diferentes fases do processo legislativo. Conforme apurado por veículos como FolhaCG e Portal Tempo Novo, a situação varia consideravelmente.
Entre as categorias, a proposta para os oficiais de justiça é uma das mais adiantadas. O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o PL 5.415/2005 em agosto de 2026, que agora segue para análise do Senado Federal. A justificativa se baseia nos riscos enfrentados durante o cumprimento de ordens judiciais.
Para outras profissões, os projetos foram aprovados em comissões específicas, como a de Segurança Pública. É o caso de empresários e MEIs (PL 5.438/2025), corretores de imóveis (PL 942/2026), advogados (PL 2.734/2021) e médicos veterinários (PL 5.976/2025). Após essa etapa, os textos ainda precisam passar por outras comissões, como a de Constituição e Justiça (CCJ), e eventualmente pela votação em plenário.
Não. Todas as fontes consultadas destacam que, mesmo se os projetos forem aprovados e sancionados, o porte de arma não será automático. O exercício da profissão passará a ser um argumento para fundamentar a "efetiva necessidade" exigida pelo Estatuto do Desarmamento, mas não elimina as outras exigências.
Os profissionais ainda precisarão cumprir requisitos como:
As principais categorias incluídas nos projetos são: empresários e MEIs, oficiais de justiça, corretores de imóveis, advogados, médicos veterinários, agentes de trânsito, fiscais ambientais, vigilantes, tabeliães e auditores fiscais.
Não. Os projetos foram aprovados em comissões ou, no caso dos oficiais de justiça, no Plenário da Câmara. Eles ainda precisam concluir toda a tramitação no Congresso Nacional e, se aprovados, passar pela sanção presidencial para se tornarem lei.
Não. A lei apenas reconhecerá a atividade como de risco, facilitando a comprovação de necessidade. O profissional ainda terá que passar por todo o processo individual de autorização na Polícia Federal, incluindo testes psicológicos, de capacidade técnica e apresentação de documentos.
A ampliação do porte de arma para novas profissões representa uma mudança significativa na legislação, mas que avança de forma gradual e segmentada no Congresso. Embora diversas categorias estejam mais próximas de obter esse direito, o processo legislativo ainda não foi concluído e, mesmo com a eventual aprovação, a concessão do porte continuará sendo um processo controlado e dependente do cumprimento de múltiplos requisitos individuais.
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