Aline Candice Calor Magalhães foi presa em Luís Eduardo Magalhães (BA) na Operação Canudo, da PF. Entenda o esquema de falsificação de diplomas de medicina.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma médica que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, foi presa preventivamente pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Canudo. Identificada como Aline Candice Calor Magalhães, ela é suspeita de integrar um esquema interestadual de falsificação e venda de diplomas de medicina. Atualizado em 14 de agosto de 2026.
Aline Candice Calor Magalhães, natural de São Paulo, mudou-se para a Bahia após sua formação e atuava profissionalmente em Luís Eduardo Magalhães. Segundo informações da Polícia Federal, ela foi alvo de um mandado de prisão preventiva cumprido na quarta-feira (12), como parte da Operação Canudo. Após a prisão, foi levada para o Complexo Policial de Barreiras para aguardar a audiência de custódia.
A Operação Canudo foi deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa especializada na falsificação e comercialização de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos. A ação ocorreu simultaneamente em cidades da Bahia (Luís Eduardo Magalhães e Barreiras) e de Minas Gerais (Montes Claros e Bocaiuva). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão (dois preventivos e um temporário).
O grupo investigado produzia documentos falsos que serviam para duas finalidades principais, de acordo com a PF:
As investigações apontam que pelo menos 45 médicos já registrados teriam pago ao grupo para obter os documentos falsificados e conseguir o registro profissional.
A apuração teve início em 2023, quando um diploma de medicina falso foi apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). A fraude foi descoberta durante a análise da documentação, e o caso foi comunicado à Polícia Federal, que deu início à investigação.
Sim. De acordo com a Polícia Federal, o principal investigado na Operação Canudo já havia sido alvo de uma operação em 2016 por envolvimento em um esquema de fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A prisão da médica na Bahia é um desdobramento de uma investigação complexa que expõe uma rede criminosa com ramificações em diversos estados. A Operação Canudo continua em andamento para identificar todos os envolvidos, incluindo outros profissionais que possam ter utilizado documentos falsos para exercer a medicina, colocando em risco a segurança dos pacientes.
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