Após assumir operações da Cedae, Iguá Saneamento investe mais de R$ 1 bilhão para modernizar infraestrutura no Rio. Veja como a ação recupera lagoas.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Iguá Saneamento já investiu mais de R$ 1 bilhão na modernização da infraestrutura herdada da Cedae no Rio de Janeiro desde que assumiu a concessão em 2022. O aporte resultou em uma recuperação ambiental visível no Complexo Lagunar de Jacarepaguá, onde a melhoria da qualidade da água levou ao aumento da fauna local, incluindo o retorno de jacarés. Atualizado em 3 de setembro de 2026.
Ao assumir as operações do Bloco 2 da Cedae, a Iguá encontrou uma infraestrutura deteriorada, com estruturas sob risco de colapso, como a chaminé de equilíbrio da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Barra, que precisou ser demolida. Segundo Flávio Vaz, diretor-geral da Iguá Rio, o saneamento é uma "transformação silenciosa". A empresa já aplicou R$ 1,1 bilhão desde 2022, mais da metade do previsto para os primeiros 11 anos de contrato, focando inicialmente em estabilizar os ativos.
O investimento total previsto para os 35 anos de concessão é de R$ 2,7 bilhões, destinados a beneficiar mais de 1,2 milhão de pessoas em 19 bairros da Zona Sudoeste do Rio e nos municípios de Miguel Pereira e Paty do Alferes.
Um dos marcos do investimento foi a reforma completa da ETE da Barra da Tijuca, que recebeu R$ 170 milhões. A obra, inaugurada em dezembro de 2025, aumentou a capacidade de tratamento da unidade em 50%. A modernização incluiu:
A estação, que estava praticamente inoperante, segundo a Iguá, agora possui um centro de controle que funciona 24 horas por dia e atende a mais de 1 milhão de pessoas na região.
O impacto mais visível dos investimentos está na recuperação do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, que recebeu R$ 147 milhões de um orçamento total de R$ 250 milhões. As ações incluem a dragagem de mais de 1 milhão de metros cúbicos de sedimentos e o plantio de 40 mil mudas de mangue-vermelho.
Os resultados já são notáveis. Biólogos registraram um aumento no número de espécies de peixes de 9 para 29. A população de jacarés, que dá nome ao bairro de Jacarepaguá, também cresceu, com um aumento de 30% no número de filhotes. "O ecossistema está se regenerando. Quando você tem uma melhor qualidade da água, um mangue, isso atrai", afirmou Lucas Arrosti, diretor de Operações da Iguá.
A Iguá já investiu mais de R$ 1 bilhão desde 2022. O contrato de concessão de 35 anos prevê um investimento total de R$ 2,7 bilhões para a universalização dos serviços.
A principal obra foi a modernização da ETE da Barra da Tijuca (R$ 170 milhões), além da recuperação de 99 estações elevatórias, a revitalização do Complexo Lagunar (R$ 250 milhões) e a reativação de Coletores de Tempo Seco (CTS) para impedir o despejo de esgoto irregular.
A Cedae teve parte de suas operações de distribuição de água e esgotamento sanitário concedida à iniciativa privada em um leilão em 2021. A Iguá Saneamento assumiu o Bloco 2, que compreende a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e outros bairros da Zona Sudoeste.
O investimento de mais de R$ 1 bilhão da Iguá na antiga estrutura da Cedae está gerando resultados concretos para o saneamento e o meio ambiente no Rio de Janeiro. A modernização de estações de tratamento e a recuperação de ecossistemas, como o Complexo Lagunar, demonstram o avanço do projeto, que, apesar de "silencioso", já traz de volta a vida selvagem à paisagem carioca.
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