Funcionária de lotérica em Sinop (MT) e marido são investigados por furto de bilhete premiado da Mega-Sena de R$ 29 milhões. Entenda como o golpe teria ocorrido.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma ex-funcionária de uma casa lotérica em Sinop, Mato Grosso, e seu marido são investigados pela Polícia Civil pelo suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena no valor de R$ 29 milhões. A suspeita surgiu após a funcionária pedir demissão um dia depois do sorteio, realizado em agosto de 2023. Atualizado em 1 de julho de 2026.
A investigação aponta que a fraude começou com um erro de impressão. Segundo os autos, a funcionária atendeu uma cliente e imprimiu um bilhete com defeito. Em vez de cancelar o jogo, o comprovante foi guardado em um cofre da lotérica, passando a integrar o patrimônio da empresa, conforme as regras do estabelecimento. Um novo bilhete, com os mesmos números, foi emitido e entregue à apostadora.
Após a divulgação do resultado, que premiou a combinação de números da aposta, a funcionária teria retirado o bilhete defeituoso do cofre. Imagens de câmeras de segurança, de acordo com o processo, registraram a mulher comemorando com uma colega. No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão, e o homem se apresentou como um dos ganhadores do prêmio.
A defesa do casal tentou transferir o processo para a Justiça Federal, argumentando que a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do prêmio, teria interesse no caso. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido. O ministro Ribeiro Dantas entendeu que a vítima do suposto crime de furto é a casa lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa. A decisão afirma que o saque do prêmio seria apenas uma consequência do furto do bilhete, mantendo a competência na Justiça Estadual de Mato Grosso.
O sorteio ocorreu em agosto de 2023, com um prêmio total de R$ 116.232.513,11. O valor foi dividido entre quatro apostas vencedoras, cabendo a cada uma a quantia de R$ 29.058.128,28.
A suspeita dos proprietários começou com a baixa probabilidade estatística de duas apostas com os mesmos números serem premiadas na mesma lotérica. O pedido de demissão do casal logo após o sorteio e a reivindicação do prêmio pelo marido da funcionária aumentaram as desconfianças e levaram ao acionamento da Polícia Civil.
Após a investigação policial, o Ministério Público denunciou a ex-funcionária e seu marido pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança. O casal nega as acusações no processo.
A investigação sobre o suposto furto do bilhete milionário da Mega-Sena continua tramitando na Justiça de Mato Grosso. O casal responde à acusação de furto qualificado, enquanto a propriedade do prêmio de R$ 29 milhões permanece em disputa.
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