Hélio Khristian Cunha de Almeida foi detido em flagrante na Barra da Tijuca ao tentar sair com R$ 500 em produtos sem pagar. O agente já foi investigado no caso Marielle.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O delegado aposentado da Polícia Federal, Hélio Khristian Cunha de Almeida, foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (20) por tentativa de furto em um supermercado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, ele tentou sair do estabelecimento com cerca de R$ 500 em produtos sem efetuar o pagamento. Atualizado em 20 de agosto de 2026.
De acordo com informações da Polícia Militar, Hélio Almeida passou pelo caixa e pagou apenas por uma parte de suas compras. Os demais produtos, avaliados em aproximadamente R$ 500, teriam sido colocados em outras sacolas. Um segurança do supermercado o abordou já no estacionamento e acionou a gerência.
Um funcionário relatou à polícia que esta não seria a primeira vez que o delegado adotava tal procedimento no local. Na ocasião anterior, ele teria sido orientado a pagar pelas mercadorias e foi liberado. Desta vez, Almeida foi conduzido à 16ª DP (Barra da Tijuca), onde foi autuado em flagrante por furto e será encaminhado para audiência de custódia, segundo o delegado titular Neilson dos Santos Nogueira.
O nome de Hélio Khristian Cunha de Almeida não é desconhecido do noticiário. Ele possui um histórico de envolvimento em investigações de grande repercussão, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco e esquemas de corrupção ligados à Operação Lava Jato.
Em 2019, Hélio Almeida foi denunciado pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por suspeita de obstrução das investigações sobre as mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A acusação apontava que ele, a mando do conselheiro afastado do TCE-RJ Domingos Brazão, teria participado de um esquema para "plantar" uma testemunha falsa e desviar o foco dos verdadeiros mandantes. Apesar da denúncia, o delegado foi posteriormente inocentado e o caso, arquivado.
O delegado também foi implicado em um esquema de corrupção revelado na delação premiada de Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor. Segundo o delator, em 2017, Hélio Khristian teria recebido entre R$ 2 e R$ 3 milhões em propina para "enterrar" um inquérito da PF que investigava crimes no âmbito da federação de empresas de ônibus.
Hélio Khristian Cunha de Almeida é um delegado aposentado da Polícia Federal. Ele foi investigado por obstrução no caso Marielle Franco (sendo inocentado), denunciado em delação da Lava Jato por suposto recebimento de propina e agora foi preso por tentativa de furto no Rio de Janeiro.
Segundo informações do jornal O Globo, o salário bruto de um delegado da Polícia Federal é de aproximadamente R$ 41 mil mensais.
Fontes indicam que Hélio Khristian chegou a ser condenado em 2016 pelo TRF-2 por um suposto esquema de simulação de inquéritos para cobrança de propina. No entanto, a condenação foi anulada no ano seguinte pela mesma corte após a defesa alegar uma falha processual.
A prisão do delegado aposentado Hélio Khristian por uma tentativa de furto de R$ 500 adiciona um novo capítulo a um histórico já marcado por graves acusações, desde obstrução de justiça no caso Marielle até denúncias de corrupção na Lava Jato. Autuado em flagrante, ele aguarda agora a audiência de custódia para definir os próximos passos de seu processo.
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