Em Guaxupé (MG), cães de rua foram acolhidos por um posto de gasolina, ganhando crachá e casa. Conheça a história de Jorge e Chico e veja como a iniciativa se espalha.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de junho de 2026. Em Guaxupé, no Sul de Minas, dois cães que viviam na rua encontraram um novo lar e até um "emprego" em um posto de gasolina. Jorge e Chico foram adotados coletivamente pelos funcionários, ganharam crachás de identificação e casinhas, transformando-se nos mascotes oficiais do estabelecimento.
A história começou quando o posto ainda estava em reforma. Um cão, que acompanhava um morador de rua chamado Jorge, começou a frequentar o local. Com o tempo, o tutor não apareceu mais, mas o cachorro permaneceu e foi acolhido pelos vigias da obra, herdando o nome de seu antigo dono. Segundo a gerente Fernanda Nardin Morais Silva, após a inauguração, a equipe continuou cuidando dele, comprando ração e petiscos.
A comunidade rapidamente se afeiçoou a Jorge. Conforme relatado pelo G1, ele ganhou uma casinha do projeto Habitacão, foi castrado por uma cliente e recebe mimos até do açougue vizinho. O carinho foi tanto que ele foi "promovido" a 'chefe de pista', com direito a um crachá de funcionário, e virou uma atração local, atraindo clientes que o viram na internet.
Recentemente, a equipe cresceu. Chico, outro cão, apareceu no posto há cerca de um mês, magro e doente. Os funcionários o acolheram e, com a ajuda de uma veterinária voluntária, ele foi tratado, castrado e operado para a retirada de um tumor. Agora recuperado, Chico também faz parte da equipe. "O pessoal falou que ele está sem crachá, porque ele está no período de experiência", brincou a gerente. Ele será o novo 'frentista'.
O caso de Guaxupé não é isolado e reflete uma tendência de solidariedade em postos de combustíveis por todo o país. Ações semelhantes são vistas em diversos estados:
Os crachás servem tanto como uma forma lúdica de integrar os animais à equipe quanto como uma medida de segurança. Em um caso de São Paulo, a gerente explicou que a identificação ajuda a mostrar que os cães têm donos, evitando que sejam levados.
A comunidade desempenha um papel fundamental. Em Guaxupé, clientes ajudam com dinheiro para ração, levam para castrar e doam casinhas. Em outros locais, é comum que vizinhos e clientes levem pacotes de ração e ofereçam carinho aos mascotes do posto.
A adoção de Jorge e Chico em Guaxupé, assim como em outros postos pelo Brasil, mostra como a empatia pode transformar ambientes de trabalho e comunidades. Esses animais não apenas ganham uma segunda chance, com abrigo e cuidados, mas também trazem alegria e leveza para o dia a dia de funcionários e clientes, provando que um gesto de carinho pode gerar um impacto positivo imensurável.
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