Justiça de Goiás determina a redução da equipe de segurança do ex-governador Ronaldo Caiado de 51 para 4 policiais. Entenda a decisão e os próximos passos.
Olyvio Marques
Editor · Goiás · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 6 de julho de 2026. A Justiça de Goiás determinou, em decisão liminar, que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) reduza sua equipe de segurança pessoal e familiar de 51 para no máximo quatro policiais militares. A medida também exige que o governo estadual apresente um relatório detalhado de todos os gastos com o serviço desde abril.
A decisão foi proferida pelo juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia, em resposta a uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Segundo a Folha de S. Paulo, o magistrado atendeu parcialmente ao pedido do MP, mantendo a proteção estendida aos familiares, mas limitando o efetivo total a quatro agentes.
O juiz argumentou que, embora a proteção a familiares seja coerente, ela "não significa autorização para estrutura ilimitada, autônoma, cumulativa ou desproporcional". A Casa Militar tem cinco dias para adequar o efetivo e apresentar a lista dos policiais designados. No mesmo prazo, o estado deve detalhar todas as despesas com a segurança de Caiado, incluindo diárias, passagens, combustíveis e uso de aeronaves, conforme noticiado por O Globo. O descumprimento acarreta multa diária de R$ 10 mil.
O MPGO ajuizou a ação contra Caiado, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado e o coronel Marco Aurélio Godinho, chefe da Casa Militar. A promotoria alega que o uso de 51 policiais militares para a segurança do ex-governador e familiares representava um desvio de finalidade da estrutura pública, com um custo mensal estimado em R$ 797 mil apenas com salários, segundo o portal Agita Brasil. A ação aponta possível lesão ao patrimônio público e violação dos princípios da administração.
Ronaldo Caiado sustenta que a escolta oficial não é um privilégio, mas uma necessidade decorrente de sua atuação no combate ao crime organizado durante seu mandato como governador. Em declarações anteriores, o ex-governador afirmou que "escolta não é mordomia", reforçando a necessidade da proteção para si e sua família.
O ex-governador de Goiás contava com um efetivo de 51 policiais militares para fazer a segurança dele e de seus familiares, número que foi questionado pelo Ministério Público.
A Justiça determinou a redução do efetivo para um total de quatro policiais militares, que devem cobrir a segurança tanto de Caiado quanto de seus familiares. Além disso, ordenou a apresentação de um relatório completo de despesas.
Caiado afirma que o grande aparato de segurança é necessário devido a ameaças recebidas em consequência de suas ações de combate ao crime organizado quando governava o estado de Goiás.
A decisão judicial impõe um limite claro ao uso de recursos públicos para a segurança de ex-governantes, buscando um equilíbrio entre a necessidade de proteção e os princípios da proporcionalidade e moralidade administrativa. O governo de Goiás tem um prazo curto para se adequar à liminar, enquanto o mérito da ação de improbidade administrativa continuará a ser julgado.
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