Nova onda de manifestações atinge França, Itália, Espanha e outros países. Saiba quais são as reivindicações, do custo de vida à defesa de aposentadorias, e entenda o cenário de tensão no continente.
Olyvio Marques
Editor · Europa · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma nova onda de protestos mobilizou centenas de milhares de pessoas em diversos países da Europa neste sábado (24), resultando em confrontos e detenções. Atualizado em 24 de outubro de 2026. A França foi o epicentro da tensão, com quase mil pessoas presas, segundo o Ministério do Interior. As manifestações, que também ocorreram na Itália, Espanha, Bélgica e Albânia, refletem uma insatisfação generalizada com o alto custo de vida e a deterioração dos serviços públicos, embora cada país tenha pautas específicas.
Embora não façam parte de um movimento unificado, os protestos compartilham um pano de fundo de dificuldades econômicas, com a dívida pública superando 100% do PIB em nações como Itália, França, Bélgica e Espanha, de acordo com dados do Eurostat citados pela imprensa local.
Na França, entre 410 mil (governo) e 800 mil (sindicatos) pessoas foram às ruas para protestar contra o aumento do custo de vida e exigir mais recursos para escolas e serviços públicos. O governo mobilizou cerca de 70 mil policiais. Em Paris, a marcha foi majoritariamente pacífica, mas terminou com a polícia usando gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar grupos. Cenas de violência foram registradas em cidades como Marselha e Lyon, com barricadas incendiadas e confrontos diretos.
Em cidades italianas como Roma, Milão e Turim, os manifestantes criticaram o encarecimento da vida, os preços dos combustíveis e a falta de investimentos em emprego, saúde e educação. Enquanto o ato em Milão foi pacífico, em Turim a polícia usou cassetetes para conter manifestantes que tentavam avançar pelo centro da cidade.
Cerca de 25 mil pessoas marcharam pacificamente em Madri para defender o sistema público de aposentadorias, temendo uma privatização parcial. A crise habitacional e a especulação imobiliária também foram pautas centrais do ato, que ocorreu a um mês das eleições legislativas.
Em Bruxelas, capital da Bélgica, centenas de jovens protestaram contra o custo de vida e a violência policial, com registros de confrontos. Na Albânia, os atos em Tirana exigiram a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, acusado de corrupção. Manifestantes lançaram pedras contra a polícia, que respondeu com canhões de água.
Em cidades como Lisboa e Porto, milhares de pessoas protestaram pelo direito à moradia, cobrando medidas para conter os preços dos aluguéis e ampliar a oferta de moradias públicas, dando continuidade a atos iniciados semanas antes.
Os principais protestos ocorreram na França, Itália, Espanha, Bélgica, Albânia e Portugal, com reivindicações variadas que vão desde o custo de vida até pautas políticas locais.
As quase mil prisões na França ocorreram devido à grande escala das manifestações e aos confrontos violentos entre grupos de manifestantes, descritos pelas autoridades como "ativistas radicais", e as forças de segurança em várias cidades, incluindo Paris, Marselha e Lyon. A polícia também realizou buscas preventivas que resultaram em apreensões de armas improvisadas.
As pautas centrais são o aumento do custo de vida, a perda do poder de compra e a deterioração de serviços públicos como educação e saúde. Outras reivindicações específicas incluem a defesa do sistema público de aposentadorias (Espanha), o combate à corrupção (Albânia) e o direito à moradia (Portugal e Espanha).
O sábado de protestos na Europa expõe uma profunda fratura social, alimentada por pressões econômicas e pela percepção de que os governos não estão respondendo adequadamente às necessidades da população. Com a França liderando o número de confrontos e prisões, a tensão no continente permanece alta, e novas mobilizações já são convocadas para as próximas semanas.
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