Luciano Hang, dono da Havan, apresentou o robô 'Zé Bot' com jornada de 12h diárias, 7 dias por semana, gerando críticas em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1. Entenda a repercussão.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, gerou intensa polêmica nas redes sociais ao publicar um vídeo em 28 de julho de 2026 apresentando um robô humanoide como o "novo colaborador" da empresa. Apelidado de Zé Bot, o equipamento teria uma jornada de trabalho de 12 horas diárias, sete dias por semana, "sem mimimi nem chororô", uma provocação direta ao debate nacional sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Atualizado em 29 de julho de 2026.
No vídeo, gravado no centro administrativo da Havan, Luciano Hang interage com o robô Zé Bot e celebra o fato de seu "novo funcionário" não gerar reclamações trabalhistas. Na legenda da publicação, o empresário brincou: "Com ele, a escala vai ser 7x0, das 8h às 20h, sem mimimi nem chororô! Kkkkk", conforme noticiado pelo portal O Antagonista.
A ação foi classificada como uma campanha de marketing, e fontes como o portal Direita Online esclarecem que a publicação não representa uma contratação real de robôs pela Havan, mas sim uma sátira relacionada às discussões sobre jornadas de trabalho.
A publicação de Hang ocorreu em um momento de alta sensibilidade, em meio à tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho por um de descanso). A "brincadeira" foi vista como uma crítica deliberada ao projeto, que, segundo O Antagonista, está estacionado no Senado.
Hang já havia se posicionado publicamente contra a medida. Em entrevista à Folha de S.Paulo em maio de 2026, ele afirmou que a mudança poderia causar uma "quebradeira" em pequenos e médios negócios e aumentar os custos operacionais da Havan em até 20%, impacto que seria repassado aos consumidores, de acordo com o portal Direita Online.
A postagem provocou forte reação negativa de políticos e defensores dos direitos trabalhistas. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Hang de "escravocrata" e afirmou que a atitude reflete "a cabeça do bolsonarismo", que ameaça substituir trabalhadores por robôs caso não aceitem condições precárias, segundo a Revista Fórum.
Críticos nas redes sociais apontaram que a ação de Hang promove uma visão desumanizada do trabalho. As principais críticas, compiladas pela Revista Fórum, incluem:
Não. A publicação não representa uma contratação real. Trata-se de uma ação de marketing humorística para comentar o debate sobre as jornadas de trabalho no Brasil, conforme apurado pelos portais Direita Online e A Crítica.
A "piada" foi uma crítica direta à proposta que tramita no Congresso para acabar com a escala de trabalho 6x1. Hang é um crítico da medida e usou o vídeo para expressar sua oposição de forma satírica, como destacou a Revista Fórum.
A ação de marketing de Luciano Hang com o robô Zé Bot transcendeu o humor e se tornou um ato político, inserindo-se diretamente no sensível debate sobre as leis trabalhistas no Brasil. Ao ironizar as reivindicações por melhores condições de trabalho, o empresário atraiu duras críticas e reforçou sua posição contrária à redução da jornada, evidenciando a profunda divisão de opiniões sobre o tema no país.
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