Paralisação por votação da MP do Frete causa congestionamentos no Sistema Anchieta-Imigrantes e afeta acesso ao Porto de Santos. Entenda os impactos.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A paralisação nacional dos caminhoneiros se intensificou nesta terça-feira (14), causando grandes congestionamentos em rodovias de São Paulo, como no Sistema Anchieta-Imigrantes. Atualizado em 14 de julho de 2026. A categoria pressiona o Senado a votar a Medida Provisória (MP) do Frete, que perde a validade na próxima quinta-feira (16).
O principal objetivo do movimento é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a votação da Medida Provisória 1.343/2026. A proposta, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, fortalece a fiscalização do piso mínimo do frete e altera regras do transporte rodoviário de cargas. Segundo lideranças como Wallace Landim, presidente da Abrava, a paralisação é uma resposta direta à inércia do Senado.
Os reflexos da paralisação são mais sentidos em São Paulo. A concessionária Ecovias Imigrantes registrou lentidão nas rodovias Anchieta e Cônego Domênico Rangoni, além da Interligação Planalto, devido ao alto fluxo de caminhões com destino aos pátios reguladores do Porto de Santos. A situação levou à adoção de um Plano de Contingência para gerenciar o tráfego.
Além do Porto de Santos (SP), há registros de manifestações em outros pontos estratégicos do país, incluindo:
A Medida Provisória foi editada pelo governo em março, após ameaças de greve. Entre os pontos centrais, está a vinculação da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) ao pagamento do piso mínimo do frete, impedindo que operações com valores abaixo da tabela sejam regularizadas. Durante sua tramitação, o texto recebeu acréscimos, como a criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas CLT e a anistia de multas de protestos de 2022, pontos que o governo sinaliza que podem ser vetados.
O objetivo central é pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026) antes que ela perca a validade, em 16 de julho de 2026. A categoria considera a MP essencial para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete.
Se não for aprovada pelo Senado até a data limite, a medida provisória perde sua eficácia. Com isso, as novas regras de fiscalização e as proteções previstas para os transportadores autônomos deixam de valer, e o texto precisa ser reapresentado pelo governo.
Os principais impactos ocorrem no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Foram registrados congestionamentos na Rodovia Anchieta, na Rodovia Cônego Domênico Rangoni e na Interligação Planalto, afetando principalmente o acesso ao Porto de Santos.
Com o prazo para a votação da MP do Frete se esgotando, os caminhoneiros aumentam a pressão sobre o Congresso, com impactos diretos na logística de pontos cruciais como o Porto de Santos. O governo tenta costurar um acordo para a votação, mas a categoria ameaça ampliar a paralisação caso a medida não seja aprovada a tempo.
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