O sanfoneiro Oswaldinho do Acordeon faleceu aos 72 anos. Conhecido por sua virtuosidade, ele inovou ao fundir o forró com jazz, blues e música erudita.
Olyvio Marques
Editor · Música · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O músico Oswaldinho do Acordeon, um dos maiores sanfoneiros do Brasil, morreu neste domingo (25), aos 72 anos. A notícia foi confirmada por amigos do artista em redes sociais. Reconhecido por sua técnica virtuosa, Oswaldinho deixou um legado de inovação ao expandir as fronteiras do forró, fundindo-o com gêneros como jazz, blues e música erudita. Atualizado em 26 de outubro de 2026.
Nascido Oswaldo de Almeida e Silva em Duque de Caxias (RJ), em 5 de junho de 1954, Oswaldinho do Acordeon foi um cantor, compositor e acordeonista que se tornou referência no instrumento ao longo de 60 anos de carreira fonográfica. Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, ele cresceu imerso na música nordestina, convivendo com lendas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, que frequentavam sua casa, conforme relatos do G1 e UOL.
Sua carreira começou de forma precoce. Aos nove anos, em 1963, participou de um disco de seu pai e, aos 12, lançou seu primeiro single. Na década de 1970, consolidou seu nome com álbuns como "Fantástico Oswaldo Silva" (1973) e "Forró pop" (1977), editados por gravadoras especializadas na música nordestina.
A principal marca de Oswaldinho foi sua capacidade de dialogar com outras linguagens musicais sem perder a raiz nordestina. Ele foi um dos pioneiros na fusão do forró com harmonias complexas e improvisos do jazz, além de elementos do blues, rock e música erudita. Essa abordagem abriu caminho para novas gerações de sanfoneiros e projetou a música brasileira internacionalmente.
Álbuns como "Forró in concert" (1981) foram sua porta de entrada para festivais na Europa. Títulos posteriores, como "Asa branca blues" (2002) e "Forró chorado" (2011), exemplificam sua habilidade em mesclar estilos, reforçando sua imagem de artista inquieto e virtuoso. Em 2004, gravou o álbum "Cada um belisca um pouco" ao lado de Dominguinhos e Sivuca, formando um trio de mestres da sanfona, segundo o G1.
A morte de Oswaldinho gerou comoção entre artistas e fãs. A notícia foi inicialmente divulgada pelo sanfoneiro Rodolfo Forte e pelo radialista Orlando Camboim. Grandes nomes da música brasileira prestaram homenagens nas redes sociais.
A causa da morte do músico não foi divulgada pela família ou pelos amigos que confirmaram o falecimento. A informação não consta nos comunicados oficiais ou nas reportagens publicadas até o momento.
Oswaldinho do Acordeon morreu aos 72 anos. Ele nasceu em 5 de junho de 1954 e faleceu em 25 de outubro de 2026, deixando uma carreira de seis décadas dedicada à música.
Ele aplicava harmonias complexas, improvisos extensos e dinâmicas típicas do jazz a ritmos nordestinos como xote e baião. Álbuns como "Asa branca blues" são um exemplo claro dessa fusão, onde temas clássicos ganham acordes sofisticados e solos que se aproximam da linguagem do jazz instrumental.
A partida de Oswaldinho do Acordeon representa a perda de um mestre que não apenas dominou a sanfona com técnica ímpar, mas também a reinventou. Seu legado permanece vivo em sua vasta discografia e na influência que exerceu sobre músicos que viram nele a prova de que a tradição e a inovação podem caminhar juntas, levando a cultura nordestina a novos patamares.
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