Descubra o fascinante processo geológico das pérolas de caverna, esferas de calcita formadas em camadas ao redor de grãos de areia. Entenda como a natureza esculpe essas joias subterrâneas.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
As pérolas de caverna são formações rochosas esféricas, conhecidas como espeleotemas, que se desenvolvem em poças de água no interior de cavidades subterrâneas. Atualizado em 22 de junho de 2026. Diferente das estalactites e estalagmites, elas se formam soltas, a partir de um processo de cristalização em torno de um pequeno núcleo, como um grão de areia.
O processo de criação das pérolas de caverna é um delicado balé geológico que depende de condições específicas. Ele ocorre em piscinas rasas, alimentadas por um gotejamento constante de água saturada com calcita, um mineral composto por carbonato de cálcio.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a água da chuva absorve dióxido de carbono ao passar pelo solo, tornando-se ligeiramente ácida. Essa acidez permite que a água dissolva a rocha calcária, carregando o carbonato de cálcio em solução. Ao gotejar dentro da caverna, a água libera o dióxido de carbono, fazendo com que a calcita se precipite.
A formação de uma pérola começa quando essa calcita se deposita sobre um pequeno detrito no fundo da poça, que pode ser um grão de areia, um fragmento de osso ou pedaços de outras formações. A agitação da água, causada pelo gotejamento, impede que a pérola se fixe ao fundo, permitindo que novas camadas de calcita a envolvam por todos os lados, segundo o portal HypeScience. Com o tempo, revestimentos sucessivos aumentam seu diâmetro, que pode chegar a 20 centímetros, resultando em uma esfera quase perfeita.
As pérolas são apenas um dos mais de 100 tipos de espeleotemas, nome genérico dado a todas as formações minerais encontradas em cavernas. A maioria resulta da deposição de carbonato de cálcio, criando estruturas de beleza singular.
Espeleotema é o termo científico para qualquer formação mineral secundária criada em uma caverna. Conforme o SGB, elas se originam pela dissolução de minerais e sua posterior recristalização no teto, paredes e chão das cavidades.
A estalactite se forma a partir do teto da caverna, crescendo para baixo devido ao gotejamento de água rica em minerais. A estalagmite "cresce" do piso para cima, formada pelas gotas que caem da estalactite, como explica o portal Ambiente Brasil.
Embora pareçam raras, as pérolas de caverna são consideradas comuns por geólogos. Um exemplo notável é a Gruta de las Canicas, no México, onde milhões dessas formações podem ser encontradas, de acordo com o HypeScience.
As pérolas de caverna são um testemunho da capacidade da natureza de criar formas complexas e belas através de processos geológicos lentos e persistentes. Elas representam uma faceta fascinante do mundo subterrâneo, onde a interação entre água, minerais e tempo esculpe verdadeiras obras de arte naturais.
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