Cientistas preveem que o Super El Niño de 2026 atinja seu pico em dezembro, com potencial para se tornar o mais intenso dos últimos 150 anos. Saiba os impactos.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Super El Niño de 2026 está se intensificando e pode entrar para a história da meteorologia, com projeções indicando que o fenômeno poderá superar os maiores episódios registrados nos últimos 150 anos. Atualizado em 18 de outubro de 2026, o pico de sua força é esperado para dezembro, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), com impactos que devem se estender até 2027.
As previsões de agências internacionais convergem para o final de 2026 como o momento de maior intensidade do fenômeno. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta dezembro de 2026 como o mês mais provável para o pico, conforme divulgado pelo Portal Tempo Novo. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) também estima que o período entre novembro e dezembro registrará a força máxima do evento.
A OMM projeta uma anomalia de temperatura média de aproximadamente 3,7°C acima do normal na região Niño 3.4 do Pacífico, uma área chave para medir a intensidade do El Niño. Se confirmado, esse valor superaria o recorde do El Niño de 2015-2016, que teve uma anomalia máxima de 2,6°C.
A possibilidade de um recorde histórico é sustentada por um aquecimento excepcional das águas do Oceano Pacífico. A NOAA calcula uma probabilidade superior a 90% de o fenômeno atingir uma intensidade "muito forte", segundo a Rádio Itatiaia. Além do aquecimento na superfície, um imenso reservatório de calor foi detectado em camadas mais profundas, com temperaturas até 10°C acima do normal, o que alimenta continuamente o fenômeno.
As projeções se tornaram tão extremas que, de acordo com o portal ABC Mais, a NOAA precisou elevar a escala de seus gráficos de previsão para acomodar os novos valores. Embora a confirmação de um recorde dependa das medições oficiais nos próximos meses, a consistência dos modelos climáticos indica um evento potencialmente histórico.
O Super El Niño deve alterar drasticamente os padrões de chuva e temperatura no Brasil, com efeitos distintos em cada região, conforme apurado por diversas fontes, incluindo o Portal Tempo Novo e a Rádio Itatiaia.
O termo "Super El Niño" não é uma categoria meteorológica oficial, mas é usado informalmente por especialistas para descrever episódios excepcionalmente fortes do fenômeno. Geralmente, ocorre quando a anomalia de temperatura da superfície do Oceano Pacífico ultrapassa +2°C em relação à média histórica, como explica o Greenpeace.
Não. Mesmo após o pico em dezembro de 2026, os efeitos do El Niño devem persistir. Projeções do IRI (International Research Institute for Climate and Society) indicam 100% de probabilidade de manutenção do fenômeno até o trimestre de fevereiro a abril de 2027, com seus impactos climáticos se estendendo pelo início do ano seguinte.
Ainda não é uma confirmação definitiva. Embora as projeções sejam extremas e indiquem uma alta probabilidade de um recorde, a classificação oficial como o maior dos últimos 150 anos dependerá das temperaturas efetivamente observadas e medidas nos próximos meses, como ressaltam os meteorologistas.
O Super El Niño de 2026 se encaminha para ser um evento climático histórico, com pico previsto para dezembro e potencial para quebrar recordes de intensidade dos últimos 150 anos. Os impactos no Brasil serão variados e severos, exigindo monitoramento constante e preparação para enfrentar desde chuvas extremas no Sul até secas e ondas de calor intensas em outras partes do país.
A Organização Meteorológica Mundial prevê o pico do Super El Niño para dezembro de 2026, com potencial para ser o mais intenso em 150 anos. Saiba os impactos no Brasil.
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O pico do Super El Niño de 2026 está previsto para novembro e dezembro, com potencial de ser o mais intenso em 150 anos. Entenda os impactos no Brasil.