A chegada do elefante Sandro ao Santuário em MT revelou preocupações com suas patas e articulações. Entenda os próximos passos para sua avaliação e adaptação.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A chegada do elefante Sandro, de 54 anos, ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Mato Grosso, trouxe alívio, mas também acendeu um alerta sobre seu estado de saúde. Atualizado em 20 de setembro de 2026, a equipe técnica observou sinais preocupantes em suas patas e na forma de caminhar, indicando possíveis problemas articulares e nos dedos que exigirão uma avaliação cuidadosa nos próximos meses.
Logo após a chegada de Sandro, a equipe do santuário identificou que o animal, considerado idoso, apresenta um desgaste físico visível. Segundo Daniel Moura, biólogo e diretor do SEB, Sandro tem "problemas articulares que já são perceptíveis no caminhar dele", conforme relatado ao portal 24 Horas MT. Além da dificuldade de locomoção, foram notados possíveis problemas em pontos específicos dos dedos e das patas.
A preocupação é agravada pelo histórico de elefantes em cativeiro. Moura explicou ao G1 que problemas nas patas estão entre as principais causas de morte da espécie nessas condições, pois o piso de concreto, comum em zoológicos, não oferece o amortecimento necessário para animais de grande porte. A antiga companheira de Sandro no zoológico de Sorocaba morreu em 2020 devido a complicações na pata.
Uma avaliação veterinária completa não será imediata. A equipe do santuário priorizará a adaptação de Sandro ao novo ambiente, um processo que envolve a construção de uma relação de confiança. Para realizar exames de sangue, urina e de imagem, será necessário um período de condicionamento e treinamento que pode levar até cinco meses.
A urgência para um diagnóstico preciso é grande, já que o último exame de sangue de Sandro foi realizado há mais de uma década, segundo informações do santuário. O portal Conexão Planeta apurou que o elefante não possui um registro histórico de saúde detalhado de seus mais de 40 anos no zoológico, o que torna a futura avaliação ainda mais crucial para seu bem-estar.
Antes de sua transferência para o santuário, Sandro passou décadas em cativeiro, primeiro em um circo e depois no Zoológico de Sorocaba (SP). Nos últimos seis anos, viveu sozinho após a morte de sua companheira, Haisa. Além das questões articulares, o elefante também apresenta problemas dentários, o que exige que sua alimentação seja oferecida em pedaços menores.
Os principais problemas observados até agora são articulares, perceptíveis em sua caminhada, e possíveis complicações nos dedos e patas. Ele também possui problemas dentários que afetam sua alimentação.
Por ser um animal idoso e não acostumado a procedimentos veterinários, é preciso um período de treinamento de meses para criar uma relação de confiança. Isso garantirá que os exames sejam realizados de forma segura para Sandro e para a equipe.
Sandro ficará em um recinto de 40 mil metros quadrados, separado das fêmeas, mas com possibilidade de contato visual e olfativo. O ambiente com terra, lama e lagos permite que ele expresse comportamentos naturais, o que é fundamental para sua adaptação e bem-estar físico e psicológico.
A transferência de Sandro para o Santuário de Elefantes Brasil marca o início de uma nova fase focada em sua qualidade de vida. Embora os primeiros dias tenham mostrado comportamentos positivos, como brincar na lama, a atenção da equipe está voltada para os desafios de saúde decorrentes de uma vida inteira em cativeiro. O plano de cuidados a longo prazo dependerá da adaptação do animal e dos resultados da detalhada avaliação clínica que será realizada nos próximos meses.
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