O felino Guaraná, encontrado debilitado em 2025, foi tratado, ganhou 15kg e foi reintroduzido em reserva no Pantanal. Imagens de drone registraram o momento.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Meses após ser resgatado extremamente debilitado em Mato Grosso no fim de 2025, o macho de onça-parda batizado de Guaraná foi devolvido com sucesso à natureza. A soltura, registrada em um vídeo feito por drone, ocorreu na Reserva São Francisco do Perigara, no Pantanal, após um intenso período de reabilitação de nove meses. Atualizado em 8 de agosto de 2026.
Guaraná foi encontrado por equipes de monitoramento em estado crítico: desnutrido, desidratado, apático e com dentes quebrados, segundo o veterinário Marcos Lages, do projeto Onçafari. Após os primeiros cuidados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), o animal foi transferido para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) em Campo Grande (MS), onde iniciou sua recuperação.
Durante os nove meses de tratamento, a onça-parda ganhou mais de 15 kg e passou por uma série de exames clínicos e comportamentais para garantir que estaria apta a caçar e sobreviver por conta própria antes de ser liberada, conforme detalhado pelo G1.
A reintrodução de Guaraná ao seu habitat foi cuidadosamente planejada. O local escolhido foi a mesma região onde ele foi resgatado, a Reserva São Francisco do Perigara, em Barão de Melgaço (MT), uma área que o felino já conhecia. O momento da soltura foi compartilhado pela associação Onçafari, mostrando o animal saindo da caixa de transporte e caminhando tranquilamente em direção à mata.
Para assegurar que a readaptação de Guaraná seja bem-sucedida, o animal recebeu um colar com GPS e VHF. Essa tecnologia permite que a equipe do Onçafari acompanhe seus deslocamentos via satélite e o localize em campo. Além do colar, mais de 40 armadilhas fotográficas estão espalhadas pela reserva para monitorar seu comportamento. Segundo os especialistas, os sinais iniciais são positivos, com o animal se mostrando ativo e evitando contato humano.
Guaraná foi encontrado em uma condição de saúde muito debilitada, incluindo desnutrição e desidratação severas, o que o impedia de sobreviver na natureza sem intervenção humana, de acordo com a avaliação veterinária inicial.
Antes da liberação, o animal passa por uma bateria de exames para confirmar que está completamente saudável. Além disso, a equipe avalia se ele recuperou os reflexos necessários para a caça. Após a soltura, um monitoramento intensivo com colar GPS e câmeras é realizado para acompanhar sua adaptação.
Sim, resgates de grandes felinos ocorrem por diversos motivos, como atropelamentos, ferimentos em armadilhas de caça ou por aparecerem em áreas urbanas. Há vários registros de sucesso na reabilitação e soltura tanto de onças-pardas quanto de onças-pintadas em diferentes estados, como São Paulo e Paraná.
A história de Guaraná é um exemplo bem-sucedido da colaboração entre órgãos ambientais e organizações de conservação. O resgate, o tratamento intensivo e o monitoramento tecnológico demonstram o esforço dedicado à preservação da fauna brasileira, permitindo que um animal ameaçado tenha uma segunda chance em seu habitat natural.
Um cãozinho viralizou ao pedir carinho enquanto a tutora cuidava da filha recém-nascida. Entenda o comportamento e veja dicas para preparar seu pet.
Um encontro entre onça-pintada e anta no Pantanal nem sempre termina em ataque. Descubra por que o maior felino das Américas pode recuar diante da presa.
Conheça o Morus bassanus, a ave marinha que atinge velocidades incríveis ao mergulhar. Entenda as adaptações, como sacos de ar e bico pontiagudo, que permitem suportar o impacto com a água para caçar.
Após mais de 40 anos em zoológico e longa batalha judicial, o elefante Sandro, de 54 anos, iniciou sua jornada de Sorocaba (SP) para um santuário no MT.