Resgatadas ainda filhotes, três maritacas vivem livres mas retornam diariamente à casa de Sabrina Mercham, que as salvou. Veja a história de gratidão.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Três maritacas resgatadas ainda filhotes por Sabrina Mercham desenvolveram um laço tão forte com sua cuidadora que, mesmo vivendo em total liberdade, retornam todos os dias para visitá-la. A história, compartilhada no perfil Casinha Branca, mostra a gratidão das aves, que foram incentivadas a ter autonomia, mas nunca esqueceram quem lhes deu uma segunda chance. Atualizado em 3 de outubro de 2026.
A relação entre Sabrina e as três maritacas começou quando as aves, ainda filhotes indefesos, foram encontradas por um trabalhador durante a limpeza do forro de uma residência. Segundo o relato de Sabrina, o proprietário do imóvel teria ordenado que os filhotes fossem mortos, mas o homem se recusou e procurou ajuda para salvá-los. Foi assim que o trio chegou até ela.
Com orientação profissional, Sabrina cuidou das aves com o objetivo claro de devolvê-las à natureza. O propósito nunca foi mantê-las em cativeiro, mas sim garantir que crescessem saudáveis e autônomas para viverem livres, conforme informações da Divisão de Fauna Silvestre que acompanhou o caso.
Apesar de viverem livres, as maritacas criaram o hábito de voltar todos os dias à casa de Sabrina. Em um vídeo de 22 de setembro, ela registrou uma dessas visitas: as aves faziam barulho do lado de fora, chamando por ela. Ao sair, uma pousou em sua mão, outra em seu braço e a terceira em sua cabeça.
Nessa ocasião, uma novidade chamou a atenção: o trio trouxe a companhia de outras duas maritacas. Sabrina observou que elas já estão procurando locais para fazer ninhos, indicando que a família pode crescer. "Será que vem bebê por aí?", questionou ela, que agora planeja construir uma "vila" para abrigar as aves e seus possíveis filhotes.
Sim. Maritacas são aves da família dos psitacídeos, conhecidas por serem muito inteligentes e possuírem uma memória impressionante. Elas são capazes de criar vínculos, reconhecer rostos e ambientes onde se sentiram seguras, retornando a esses locais por reconhecimento, e não por dependência, como relata a protetora Aline Priscilla em um caso semelhante.
Não sem autorização. Por ser uma ave silvestre, a criação de maritacas é regulamentada pelo IBAMA. A posse só é permitida se a ave for adquirida de um criadouro autorizado, com nota fiscal e certificado de origem. Manter um animal silvestre ilegalmente em casa é crime ambiental.
Ao encontrar uma ave ferida, o ideal é colocá-la em uma caixa de papelão ventilada e mantê-la em um local tranquilo e seguro. Em seguida, deve-se procurar ajuda especializada, como um centro de reabilitação de animais silvestres ou órgãos ambientais da sua região. Especialistas alertam para nunca oferecer água ou comida sem orientação, pois isso pode agravar o estado do animal.
A história de Sabrina e suas maritacas demonstra como o cuidado responsável, focado na liberdade do animal, pode criar laços de confiança e gratidão. O retorno diário das aves não é um sinal de dependência, mas um reconhecimento do local seguro onde receberam afeto e uma chance de viver, reforçando a inteligência e a sensibilidade desses animais.
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