A história do cão Hachiko, símbolo de lealdade, ganha um novo capítulo com uma homenagem no Peru. Entenda o significado da nova estátua e a parceria cultural.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história de Hachiko, o cão da raça akita que se tornou um símbolo mundial de fidelidade, ganhou um novo capítulo com uma homenagem internacional no Peru. Atualizado em 9 de agosto de 2026, um parque temático em Miraflores inaugurou uma estátua do famoso cão, celebrando a ligação cultural com o distrito de Shibuya, em Tóquio, onde Hachiko esperou por seu dono por quase uma década.
A nova estátua de Hachiko foi inaugurada no Parque Shibuya, um espaço temático no distrito de Miraflores, no Peru. A homenagem faz parte de uma iniciativa para aproximar culturalmente os municípios de Miraflores e Shibuya, que são cidades-irmãs, segundo o site O Antagonista. A inauguração contou com a presença do prefeito de Miraflores, Carlos Canales, que destacou que Hachiko representa valores como fidelidade e amizade entre os povos.
A parceria prevê uma homenagem recíproca: Shibuya, no Japão, deverá inaugurar em dezembro um Parque Miraflores, levando elementos da paisagem peruana para a cidade japonesa e fortalecendo o intercâmbio cultural e turístico.
Hachiko é um dos maiores símbolos de lealdade do Japão, cuja história real atravessou gerações e fronteiras, inspirando livros e filmes como "Sempre ao Seu Lado".
Nascido em novembro de 1923, Hachiko era um cão da raça Akita Inu adotado pelo professor Hidesaburo Ueno. Diariamente, o cão acompanhava seu dono até a estação de trem de Shibuya e retornava no fim do dia para recebê-lo. Em maio de 1925, o professor Ueno sofreu uma hemorragia cerebral e faleceu no trabalho, não retornando mais para casa. Mesmo após a morte do tutor, Hachiko continuou a ir à estação todos os dias, por quase dez anos, esperando pelo reencontro que nunca aconteceu.
Inicialmente visto como um incômodo, a história de Hachiko ganhou fama nacional após ser publicada em um jornal japonês em 1932. A partir de então, ele passou a receber doações de alimentos e visitantes de todo o país, conforme relata a BBC. Em 1934, uma estátua de bronze foi erguida em sua homenagem em frente à estação. Hachiko morreu em 8 de março de 1935, e sua morte foi noticiada em jornais de todo o Japão. A estátua original foi reciclada para o esforço de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, mas uma nova foi erguida em 1948 e permanece até hoje como um popular ponto de encontro.
A estátua mais famosa de Hachiko está localizada do lado de fora da estação de Shibuya, em Tóquio, Japão. Ela foi reerguida em 1948 e é um dos pontos de encontro mais conhecidos da cidade.
Hachiko era um cão da raça Akita Inu, originária da província de Akita, no Japão. A raça foi designada como um ícone nacional japonês em 1931.
Sim, a história é completamente real. Hachiko existiu e sua rotina de esperar por seu dono, o professor de agricultura Hidesaburo Ueno, na estação de Shibuya, está bem documentada. Sua lealdade o transformou em uma figura lendária no Japão e no mundo.
A lealdade de Hachiko continua a inspirar e emocionar mais de um século após seu nascimento. A nova homenagem no Peru demonstra a força atemporal de sua história, que agora serve como um elo cultural entre duas nações, celebrando valores universais de amizade, devoção e fidelidade.
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