Um veterinário em São Paulo dedica-se a salvar um filhote de beija-flor encontrado debilitado. Conheça a história de cuidado e a luta pela soltura na natureza.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de junho de 2026. A história de um filhote de beija-flor resgatado no interior de São Paulo destaca a dedicação necessária para salvar uma das aves mais delicadas da natureza. O médico-veterinário Luís Felipe Zulim encontrou a pequena ave, apelidada de Zulinho, em um ninho que havia caído de uma árvore e, desde então, iniciou uma jornada de cuidados intensivos com o objetivo de devolvê-la à vida livre, conforme relatado ao G1.
O resgate ocorreu quando Zulim percebeu que um galho cortado continha um ninho com um filhote que, a princípio, parecia sem vida. A ave apresentava respiração fraca e poucos movimentos. A decisão de intervir foi tomada ao notar que o ninho estava fora de seu local de origem e com a chegada de uma frente fria, o que diminuiria as chances de sobrevivência do filhote. Segundo o G1, a ação inicial envolveu fornecer água com açúcar em uma seringa para dar energia à ave.
Os beija-flores possuem um metabolismo extremamente acelerado, o que exige alimentação a cada 20 ou 30 minutos. Por isso, Zulinho acompanha o veterinário em todas as suas atividades diárias. Para protegê-lo do frio, Zulim improvisou um lar aquecido usando um brinquedo de sua infância, um celeiro de fazendinha com cerca de 25 anos, adaptado com um aquecedor de tomada.
Após pesquisas e conversas com especialistas, o veterinário adquiriu uma papinha específica para a espécie. A médica-veterinária de animais silvestres Amanda Abonizio, em entrevista ao G1, orienta que a primeira atitude ao encontrar um filhote é observar, pois nem sempre ele está abandonado. A intervenção só deve ocorrer se o animal estiver ferido, debilitado ou em risco iminente.
Embora a água com açúcar possa ser uma medida emergencial, ela não substitui a dieta correta. A solução deve ser feita apenas com açúcar branco refinado, pois outros tipos podem ser tóxicos. De acordo com especialistas, a dieta natural dos beija-flores inclui grande quantidade de néctar e também pequenos insetos, que fornecem proteínas essenciais para seu desenvolvimento.
Os beija-flores, também conhecidos como colibris, são aves fascinantes e vitais para o ecossistema. Eles são agentes polinizadores, visitando cerca de 1.000 flores por dia e ajudando na reprodução de diversas plantas. Seu voo é uma proeza da natureza: suas asas podem bater até 80 vezes por segundo, permitindo que pairem no ar, voem para trás e realizem manobras complexas. Em algumas culturas, a visita de um beija-flor é vista como um sinal de cura, alegria e boas notícias.
Ao encontrar um filhote, observe a situação com calma. Se ele não estiver ferido ou em perigo, os pais podem estar por perto. Caso o resgate seja necessário, coloque-o em uma caixa aquecida e silenciosa e procure imediatamente um médico-veterinário de animais silvestres ou um órgão ambiental, como a Polícia Ambiental.
A alimentação principal dos beija-flores é o néctar das flores. Eles também consomem pequenos insetos para obter proteínas. Em cativeiro, durante a reabilitação, é fundamental usar papinhas específicas para a espécie, e não apenas água com açúcar.
A expectativa de vida de um beija-flor em seu habitat natural é de até 8 anos. Em cativeiro, com cuidados adequados, esse tempo pode se estender para até 17 anos, segundo informações do blog da Cobasi.
A jornada de Zulinho, sob os cuidados de Luís Felipe Zulim, é um lembrete da complexidade e da dedicação envolvidas no resgate de fauna silvestre. Embora o processo de recuperação seja lento, cada pequena evolução, como o crescimento das penas coloridas, renova a esperança de que a ave possa, um dia, voar livremente na natureza.
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